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Se a festa lá fora acabar, a gente dança sozinho?

O Ibovespa embala quase 9% no mês e o dólar encerrou ontem a R$ 5,28. É um combo que anima, mas pede cautela — e também alguma perspectiva. Enquanto as bolsas americanas seguem esticadas, negociando a múltiplos elevados, a bolsa brasileira ainda é vista como barata. Parte do bom humor vem de fora, com Wall Street em alta pela segunda sessão seguida, balanços no radar e mais um recuo do presidente Donald Trump.

No exterior, ganhou fama o “TACO” — Trump Always Chickens Out (Trump sempre amarela). A sigla virou meme e jargão de mercado para descrever o padrão de Trump: anuncia medidas duras, como tarifas, e depois recua ou adia. Ele se irrita com o rótulo, diz que não “amarela” e classifica a provocação como “pergunta desagradável”. Mas o mercado, menos emocional e mais oportunista, opera justamente em cima desses recuos.

O episódio mais recente envolve Europa e Groenlândia. Trump cancelou tarifas contra 8 países europeus que reagiram às suas ambições sobre o território e falou em “possível acordo” após conversas com a OTAN (organização do tratado do atlântico norte). As taxas de 10% que atingiriam oito aliados a partir de 1º de fevereiro ficaram pelo caminho. Resultado: bolsas de Nova York sobem, o risco volta ao cardápio e o Brasil surfa essa onda — com a vantagem extra de estar barato. A dúvida é se, quando a música lá fora diminuir, teremos fôlego próprio para continuar dançando. É esse tipo de leitura que o mercado espera ouvir hoje, a partir das 10h, no programa Mercado.

Fonte: Link da fonte

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