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Os mosquitos te adoram? Aqui está a explicação científica

Pesquisas recentes apontam que mosquitos não escolhem suas vítimas ao acaso. Segundo cientistas ouvidos pela AFP, fatores como dióxido de carbono expirado, odores da pele e calor corporal interferem diretamente na seleção de pessoas mais atraentes para as picadas. O fenômeno ajuda a explicar por que alguns indivíduos são mais visados que outros.

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De acordo com especialistas em entomologia médica, o comportamento desses insetos segue uma sequência de sinais sensoriais. Primeiro, eles detectam o CO2 a longas distâncias; depois, reagem aos odores emitidos pela pele e, por fim, ao calor e à umidade do corpo humano quando se aproximam.

Pesquisadores também afirmam que a preferência dos mosquitos não está ligada a fatores como tipo sanguíneo ou aparência física. Em vez disso, a composição química liberada pela microbiota da pele desempenha papel central nessa atração desigual entre indivíduos.

Como os mosquitos escolhem suas vítimas

Estudos citados por cientistas mostram que fêmeas de mosquitos, únicas responsáveis pelas picadas, utilizam sensores altamente sensíveis para localizar seres humanos. Esse processo começa com a detecção do dióxido de carbono liberado na respiração, funcionando como um sinal inicial de presença.

Conforme se aproximam, esses insetos passam a reagir a odores corporais específicos. Pesquisadores identificaram dezenas de compostos químicos entre centenas possíveis emitidos pelo corpo humano, que funcionam como um “sinal olfativo” determinante na escolha da vítima.

Em uma das pesquisas mencionadas, conduzida com o mosquito Aedes aegypti, cientistas avaliaram a reação de insetos a 42 voluntárias em laboratório. O estudo apontou que mulheres que apresentavam maior concentração de um composto derivado da oleosidade da pele eram mais frequentemente escolhidas.

Um dos compostos destacados foi o 1-octen-3-ol, associado a odores específicos da pele. Segundo um dos autores do estudo, pequenas variações nessa substância já foram suficientes para alterar o nível de atração dos insetos.

Fatores externos e comportamento humano

Não é recomendado coçar onde o mosquito picou/Shutterstock_frank60


Além dos odores naturais do corpo, pesquisas indicam que hábitos cotidianos também podem influenciar a atração de mosquitos. Entre eles, o consumo de bebidas alcoólicas foi associado a maior incidência de picadas em diferentes experimentos.

Em um dos estudos realizados na África, voluntários foram observados após ingestão de cerveja e, em outro momento, após consumo de água. Os resultados indicaram maior atração dos mosquitos pelo grupo que ingeriu álcool, possivelmente por alterações na temperatura corporal e no odor da pele.

Outro experimento, conduzido na Europa com centenas de participantes, reforçou essa tendência ao observar maior interesse de mosquitos por pessoas que haviam consumido cerveja nas 24 horas anteriores.

Pesquisadores também alertam que mudanças ambientais ampliam a presença de espécies transmissoras de doenças, como o mosquito-tigre, associado à disseminação de vírus como o chikungunya em novas regiões.

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Medidas de prevenção

Imagem: Srinivasan.Clicks/Shutterstock

Especialistas consultados sugerem estratégias simples para reduzir o risco de picadas. Entre elas estão o uso de roupas mais cobertas e folgadas, aplicação de repelentes e utilização de mosquiteiros durante o sono.

Também é recomendada atenção a hábitos alimentares e consumo de álcool, já que esses fatores podem influenciar a atração dos insetos, conforme observado em diferentes estudos mencionados pelos pesquisadores.

Wagner Edwards

Wagner Edwards

Wagner Edwards é Bacharel em Jornalismo e atua como Analista de SEO e de Conteúdo no Olhar Digital. Possui experiência, também, na redação, edição e produção de textos para notícias e reportagens.

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