Na última quarta-feira (17), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou a redução da taxa Selic para 14,25%. Ela serve como base para outras taxas do país e influencia diretamente nos rendimentos de diversos títulos de renda fixa.
Um levantamento da Quantum Finance apontou as taxas de rendimento em investimentos de renda fixa com a nova Selic. Os dados são referentes ao Tesouro Selic, CDBs, Fundos DI e Fundos de crédito privado.
Taxas de rendimentos na renda fixa
Rendimento Tesouro Selic (LFT)
| Ano do vencimento | 6 meses | 12 meses | 18 meses | 24 meses |
| 01/03/2027 | 6,91% | 14,82% | 22,14% | 28,81% |
| 01/03/2028 | 6,96% | 14,88% | ||
| 01/03/2029 | 7,00% | 15,03% | 22,45% | 29,30% |
| 01/03/2031 | 7,08% | 15,07% |
Rendimento em CDB
Taxas CDBs indexados ao CDI (de 30/04/26 a 17/06/26)
| prazo (meses) | indexador | mínimo | média | máximo | número de ativos |
| 6 | %DI | 97,50% | 99,25% | 106,90% | 63 |
| 12 | %DI | 90,00% | 98,64% | 108,50% | 148 |
| 24 | %DI | 92,70% | 99,94% | 111,00% | 92 |
Taxas de CDBs indexados à inflação (de 30/04/26 a 17/06/26)
| prazo (meses) | indexador | taxa mínima | taxa média | taxa máxima | número de ativos |
| 12 | IPCA | 7,28% | 8,02% | 8,57% | 165 |
| 24 | IPCA | 7,00% | 7,97% | 8,80% | 181 |
Taxas de CDBs prefixados (de 30/04/26 a 17/06/26)
| prazo (meses) | indexador | taxa mínima | taxa média | taxa máxima | número de ativos |
| 6 | PRÉ | 13,38% | 13,65% | 14,15% | 27 |
| 12 | PRÉ | 13,19% | 13,86% | 14,65% | 64 |
| 24 | PRÉ | 12,93% | 14,12% | 16,00% | 125 |
Retornos Fundos DI e Fundos de Crédito Privado
| Data base | Categoria | Retorno 6 Meses | Retorno 12 Meses | Retorno 18 Meses | Retorno 24 Meses |
| 16/06/2026 | Fundos DI | 6,98% | 14,54% | 21,81% | 27,74% |
| 16/06/2026 | Fundos de Crédito Privado | 6,65% | 15,11% | 22,12% | 28,84% |
Em termos de alocação, Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, apontou que o pós-fixado segue atrativo em termos nominais enquanto a Selic permanece elevada e a queda é gradual, sem urgência para quem está em CDI. “Em paralelo, um juro real ex-ante próximo de 9% com inflação acima da meta é precisamente o contexto que historicamente favorece travar taxas reais elevadas em títulos indexados de prazo mais longo, para o investidor com horizonte compatível e disposto a conviver com a marcação a mercado”.
A decisão correta, reafirma o CEO, depende de objetivo, prazo e perfil de cada um, num ambiente que pede cautela, diversificação e disciplina, em vez de movimentos reativos a uma única reunião.
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