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Em meio às adversidades do varejo tradicional, o Grupo Panvel traça um plano estratégico para alcançar faturamento de12 bilhões de reais e 1.000 lojas até 2030. De olho no envelhecimento da população, a rede de farmácias projeta o futuro combinando a alta nas vendas de canetas emagrecedoras (GLP-1) a investimentos em tecnologia e eficiência operacional. Na gestão de pessoas, a empresa se antecipou ao debate do fim da escala 6×1 ao adotar a jornada 5×2 e reduziu a rotatividade de pessoal pela metade focando na contratação de profissionais acima de 50 anos.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Enquanto o varejo tradicional enfrenta adversidades por conta do acesso restrito ao crédito, mudanças no hábito dos consumidores e riscos operacionais, o mercado farmacêutico parece remar no sentido contrário, movimentando aproximadamente 200 bilhões de reais anuais no Brasil, de acordo com o CEO do Grupo Panvel, Julio Mottin. Atento ao cenário positivo, o ecossistema formado pela rede de farmácias Panvel, pela distribuidora de medicamentos Dimed e pelo laboratório farmacêutico Lifar prevê atingir um faturamento de 12 bilhões de reais até 2030 e alcançar a marca de 1.000 lojas no país.
O otimismo da companhia está associado às rápidas transformações demográficas da população brasileira. Até 2040, o país terá 55 milhões de idosos, de acordo com o Ipea. Historicamente, esse é o público que mais demanda por medicamentos. Outro fator que colabora com essas projeções de crescimento da rede são as canetas emagrecedoras da classe GLP-1. Esses produtos já respondem por 12% das vendas da Panvel, e a tendência é de alta com o avanço da comercialização do Mounjaro.
Antes de expandir nacionalmente, a rede de farmácias pretende consolidar a liderança na Região Sul: “A gente detém 22% de participação de mercado no Rio Grande do Sul e 8% em Santa Catarina e no Paraná”, afirma Mottin. O CEO considera que o avanço para outras regiões só não é mais veloz devido aos juros altos, um entrave que a rede tenta contornar mantendo uma rígida solidez econômica. A aposta da diretoria é que a consolidação da reforma tributária possa trazer melhorias ao ambiente de negócios no longo prazo.
Nos bastidores da operação, a produtividade dos funcionários registrou ganho de 30% nos últimos cinco anos, impulsionada pelo investimento em tecnologia; os sistemas mais ágeis permitiram a eliminação de tarefas manuais, como a conferência física de caixas nas unidades. Na gestão de pessoas, a Panvel colhe frutos de decisões estratégicas. A rede se antecipou ao debate legislativo e implementou a escala 5×2 em 96% de suas lojas físicas. Iniciada em fevereiro de 2025 de forma gradual, a transição enfrentou uma resistência inicial pelo aumento da jornada diária, mas foi absorvida pelo ganho em qualidade de vida.
O controle da rotatividade de pessoal também ganhou um aliado com a criação do Programa Geração 50+ focado na contratação de profissionais com mais de cinquenta anos. Dos 10,5 mil funcionários da rede, mais de mil estão nessa faixa etária. Mottin pontua que o resultado da iniciativa é a redução da rotatividade pela metade em comparação aos mais jovens. “Geralmente, essas pessoas já chegam treinadas e prontas para trabalhar. Algumas já estão aposentadas e veem na atividade um importante complemento de renda”, explica.
Para 2026, a previsão da rede é alcançar 7 bilhões de reais em faturamento, um avanço percentual de 18,4% frente ao ano anterior.
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