O lançamento do medicamento Leqembi, usado em pacientes no estágio inicial da doença de Alzheimer, é o próximo passo da estratégia de negócios da Dasa de expandir o portfólio em neurologia e doenças neurodegenerativas. O tratamento estará disponível no Alta Diagnósticos, a marca premium da rede de saúde integrada.
O custo por dose é de R$ 6.364,30 e a recomendação prevista em bula é de duas aplicações mensais (R$ 12.728,60). Isso depende do peso do paciente, já que a dosagem é calculada individualmente. O valor pode chegar a R$ 23 mil por mês, de acordo com a recomendação médica. O tratamento é administrado por meio de infusão intravenosa, aplicado na veia por cerca de uma hora por sessão.
A terapia contribui para desacelerar o avanço clínico da condição em pacientes elegíveis. A empresa não divulgou uma data exata para a disponibilidade do tratamento. O medicamento foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
A empresa global de consultoria estratégica Precedente Research estima que o mercado de medicamentos para Alzheimer foi de US$ 4 bilhões no ano passado e deve chegar a US$ 7,5 bilhões em 2035.
Listada na B3, a Dasa passou por processo de reestruturação após a formação da Rede Américas, uma joint venture com a Amil que reuniu 25 hospitais, 30 centros oncológicos e 23 centros médicos. Na divisão de diagnósticos, o core da companhia, a receita bruta no terceiro trimestre de 2025 foi de R$ 2,3 bilhões, um avanço de 11,7% em relação ao mesmo período de 2024. A dívida líquida da empresa foi reduzida de R$ 10,5 bilhões para R$ 5,6 bilhões.
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