A Rússia enfrenta uma crise de abastecimento de combustíveis que começa a criar dificuldades políticas para o presidente Vladimir Putin.
Ataques ucranianos com drones contra refinarias de petróleo reduziram a capacidade de processamento do país e provocaram filas em postos de gasolina em diferentes regiões.
A ofensiva contra a infraestrutura energética russa se intensificou nos últimos meses, com drones ucranianos alcançando instalações cada vez mais distantes da fronteira. O objetivo de Kiev é pressionar a capacidade de Moscou de financiar e sustentar a guerra.
Ataques atingem refinarias estratégicas
A Ucrânia aumentou o uso de drones e mísseis contra instalações de energia russas. Um dos episódios mais importantes ocorreu em 18 de junho, quando um ataque atingiu a principal refinaria de Moscou, superando camadas de defesa aérea do país.
Os ataques também alcançaram unidades de processamento de petróleo em regiões distantes, incluindo a Sibéria, a mais de 1.900 quilômetros da capital russa.
Governo avalia importar combustível
A redução da produção levou o governo russo a considerar medidas como importação de gasolina e restrições às exportações de diesel para evitar agravamento do problema.
A Rússia é uma das maiores produtoras de petróleo do mundo, mas sua rede de refinarias é fundamental para transformar o petróleo bruto em combustíveis usados internamente.
Especialistas apontam que ataques prolongados podem afetar a logística, aumentar custos e pressionar a economia russa.
Guerra chega ao cotidiano dos russos
Durante grande parte do conflito, os efeitos da guerra foram mais sentidos em áreas próximas ao front.
A onda de ataques contra a infraestrutura energética mudou esse cenário ao atingir serviços que fazem parte da rotina da população.
Filas em postos e preocupação com abastecimento aumentam a pressão sobre o Kremlin, que até agora buscava transmitir uma imagem de estabilidade econômica e controle interno.
Ucrânia amplia estratégia contra energia russa
Kiev afirma que ataques contra refinarias e instalações de energia são uma resposta legítima à invasão russa e buscam reduzir recursos destinados à guerra.
Moscou, por sua vez, acusa a Ucrânia de atacar infraestrutura civil e tem respondido com novos ataques contra instalações ucranianas.
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