Rafael Zulu relembra violência obstétrica contra ex-esposa

Rafael Zulu diviu uma história tensa sobre o nascimento de Luiza, filha de seu relacionamento com Maria Clara Mesquita. Ao abordar o tema da violência obstétrica, o ator contou que a ex-companheira enfrentou uma situação grave durante o parto, realizado em um hospital público em 2007. Ao comentar o assunto, Rafael Zulu afirmou que só compreendeu a gravidade da situação muitos anos depois.

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Segundo ele, o episódio também expôs o preconceito enfrentado por mulheres negras durante o atendimento médico. “É muito grave e a gente fala muito pouco. Eu vivi isso na pele. Que é o esteriótipo da mulher preta, que ela é invencível, não sente dor, tudo pode e suporta tudo. Vivi isso com a mãe da minha filha, Maria Clara”, disse o ator no “Papo de Segunda”, do GNT.

Em seguida, ele explicou que que o profissional responsável pelo nascimento não era o mesmo que havia acompanhado o pré-natal. “Ela sofreu uma violência obstétrica muito grave, que eu só fui entender depois. Já no centro cirúrgico, estávamos em um hospital público, então o médico que fez o parto não foi o mesmo médico que acompanhou o pré-natal”, contou.

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Posteriormente, Rafael Zulu relembrou detalhes do atendimento que presenciou na sala de parto. Na época, segundo ele, acreditava que aquela conduta fazia parte do procedimento. “Eu lembro que ela estava sentindo muita dor, e o médico falava o tempo todo ‘bora’, ‘vai, para de gritar’”.

Rafael Zulu detalha ocorrido

“Eu ali, naquele ambiente, pra mim era uma coisa natural, normal. E eu me lembro do enfermeiro em cima dela, fazendo força na barriga”, relembrou. O ator então explicou que sua percepção mudou anos mais tarde, quando acompanhou o nascimento de Kalu, de 5 anos, filho de seu casamento com Aline Becker.

“Anos depois, o Kalu [hoje com 5 anos, fruto do casamento com Aline Becker] nasce e eu vi que a diferença é muito grande, o tratamento. Primeiro, que a médica que acompanhou a gente foi a que colocou o Kalu no mundo”, detalhou. Ao comparar as duas experiências, Rafael Zulu logo afirmou que percebeu diferenças significativas no atendimento recebido pela família.

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“O que eu quero dizer é o seguinte: a mulher preta sofre esse preconceito o tempo todo. E também é estatisticamente comprovado que mulheres pretas passam diariamente por violências obstétricas porque as pessoas olham pra elas como se superassem tudo e aguentassem tudo”, pontuou, por fim.

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