A mineradora Vale anunciou na última terça-feira (21) um aumento de 20,9% na produção de minério de ferro em relação aos três primeiros meses deste ano.
Em comparação ao trimestre de 2025, o aumento persiste mas é tímido, de 0,8%. Conforme a companhia, o segunto trimestre foi o melhor desde 2018 para a produção do ativo.
O volume produzido para o minério de ferro foi de 84,3 milhões de toneladas, movido por produções recorde nas usinas do Pará, a S11D, e por volumes considerados adicionais das minas de Capanema, em Ouro Preto (MG), e a usina Vargem Grande 1, a VGR1, também localizada em Minas Gerais.
Já as vendas do minério somaram 79,7 milhões de toneladas, espelhando a venda de estoques e o aumento da produção, disse a empresa em relatório. A alta anual foi de 3,1% e de 16,1% na comparação com o primeiro trimestre deste ano.
A mineradora afirma que o resultado se deve principalmente à venda de estoques formados nos períodos anteriores ao aumento da produção.
Apesar disso, a produção de pelotas —esferas minúsculas produzidas a partir do minério de ferro, utilizadas na indústria siderúrgica— caiu 7%, totalizando 7,3 milhões de toneladas. Segundo a empresa, isso se deu pela suspensão das operações das plantas de Omã durante parte do trimestre, impulsionada primeiro por manutenções, e depois pela escalada de conflitos na região. No país do Oriente Médio, há uma fábrica de pellets, com capacidade de 9 milhões de toneladas, além de centro de distribuição.
A multinacional brasileira também registrou aumento na área dos metais básicos. O cobre, usado por exemplo na fabricação de fios e cabos elétricos, atingiu a melhor produção para um segundo trimestre desde 2017, com 98.400 mil toneladas.
O níquel, utilizado no mercado principalmente para a produção de aço inoxidável e baterias recarregáveis, teve o melhor resultado para um segundo trimestre desde 2020, aponta a companhia, com 42 mil toneladas.
Para além dos números sobre a produção e venda dos metais, a empresa conta nesta quarta-feira (22) com uma assembleia extraordinária para decidir o próximo presidente do conselho de administração da maior produtora de minério de ferro do mundo.
Após a renúncia do antigo presidente, Daniel Stieler, por conta da pressão da Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil), maior acionista da mineradora, Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira, o Ollie, à frente de Marcelo Gasparino na disputa pela presidência do conselho de administração da mineradora. Ollie é apoiado pela Previ e considerado o “candidato do governo.”
O mapa de votação divulgado na última terça-feira (21) já tem os votos da Previ, responsável pela indicação de Ollie, o que leva aliados de Gasparino a crer na possibilidade de virada com os votos de acionistas estrangeiros, que serão anunciados pelo banco JP Morgan na assembleia desta quarta.
Folha Mercado
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