O apresentador Ratinho virou alvo de uma nova denúncia ao Ministério Público de São Paulo por suposta homofobia. A representação ocorreu na quinta-feira, 06 de agosto, depois de uma fala exibida no programa da última quarta-feira, 05 de agosto, no SBT. Na ocasião, Ratinho comentou a mudança de visual do cantor Tiago Piquilo e disse que o artista estava “com uma cara de viado”.
Relembre comentário de Ratinho sobre visual de Tiago Piquilo
A fala então motivou uma nova queixa apresentada pelo deputado estadual suplente Agripino Magalhães, que afirmou já ter acionado as autoridades em outras oportunidades por ações semelhantes do comunicador. “Esta é a quarta vez que aciono as autoridades contra o apresentador Carlos Massa, o Ratinho, por falas e conteúdos que considero ofensivos à população LGBTQIAPN+”.
“A denúncia mais recente acontece após a exibição, em rede nacional, da frase: ‘Você pintou o cabelo? Meu Deus… Você tá com uma cara de v*ado’. Esse tipo de fala não é brincadeira. É preconceito, constrangimento público e reforço da violência simbólica contra a população LGBTQIAPN+”, contou o deputado à Quem.
Denúncias antigas
Além da denúncia atual, Agripino Magalhães relembrou que já apresentou outras três representações contra Ratinho desde 2023. Segundo ele, a primeira ocorreu após declarações relacionadas à Parada do Orgulho LGBTQIAPN+. “Ele fez declarações ofensivas sobre a Parada do Orgulho LGBTQIAPN+, com falas que atacavam o evento e desrespeitavam a nossa população”.
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“A segunda foi em 2025, depois da exibição de um quadro em que foram usados, de forma pejorativa, termos como ‘boiola’ e ‘baitola’, sem qualquer responsabilização no programa. E a terceira foi em maio deste ano, após comentários em que Ratinho tratou com preconceito demonstrações de afeto entre dois homens, reforçando estigmas contra casais LGBTQIAPN+”, logo explicou o parlamentar.
Agripino afirma que preconceito não pode virar entretenimento
O deputado afirmou que esse tipo de ação precisa receber resposta das autoridades e destacou os impactos desse tipo de discurso. “Quando a orientação sexual ou a identidade de gênero de alguém é usada para humilhar, ridicularizar ou diminuir uma pessoa, estamos diante de um ataque que precisa ser enfrentado”.
“Não podemos tratar preconceito como entretenimento. Todo preconceito é violência. E toda violência precisa de resposta. Eu sigo fazendo a minha parte para que a população LGBTQIAPN+ seja respeitada”, concluiu Agripino, por fim.
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Desde 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) equipara os crimes de homofobia e transfobia ao crime de racismo, com aplicação da Lei nº 7.716/1989, até que o Congresso Nacional aprove legislação específica sobre o tema. A apresentação de uma denúncia ou de uma queixa, porém, não representa condenação. A eventual responsabilidade criminal depende então da análise do caso pela Justiça.
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