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BRK se prepara para assumir operação de 15,4 bilhões de reais em Pernambuco

Depois de acelerar os investimentos em Alagoas, a BRK Ambiental prepara seu próximo salto de escala. A companhia está na reta final da transição para assumir, ao lado da espanhola Acciona, uma das maiores concessões de saneamento concedidas no país desde a aprovação do novo marco legal do setor.

O projeto em Pernambuco prevê 15,4 bilhões de reais em investimentos ao longo de 35 anos e abrange 151 municípios, além de Fernando de Noronha. A área reúne cerca de 7 milhões de habitantes — um contingente equivalente a quase metade dos aproximadamente 16 milhões de pessoas atualmente atendidas pela BRK em suas operações pelo país.

A dimensão do desafio aparece nos indicadores de partida. Na região concedida, a cobertura de água está próxima de 83%, mas apenas 19% da população conta hoje com coleta e tratamento de esgoto. O contrato estabelece como objetivo chegar a 99% de atendimento com água e 90% com esgotamento sanitário, seguindo as metas de universalização previstas para o setor.

A operação será dividida igualmente entre BRK e Acciona. A Compesa continuará responsável pela produção de água tratada, enquanto a nova concessionária ficará com sua distribuição e com os serviços de esgoto. Desde abril, as empresas e a estatal pernambucana trabalham em uma operação assistida para transferir sistemas, equipes e processos.

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A BRK informou ao mercado que tem até o fim de outubro para assumir integralmente as operações, embora algumas localidades possam ser transferidas antes. A alta liderança da nova concessionária já foi contratada e participa da transição com a Compesa.

O tamanho do negócio exigiu também uma estrutura financeira de peso. A concessionária levantou 3,9 bilhões de reais por meio de debêntures e de um empréstimo internacional para financiar a outorga e os investimentos iniciais. Sessenta por cento da primeira parcela da outorga já foram pagos.

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Em entrevista ao Radar Econômico, o presidente da BRK, Alexandre Thiollier, afirmou que o novo Marco Legal do Saneamento criou as condições para que o setor desse “um salto de escala e previsibilidade”. Pernambuco talvez seja o exemplo mais claro dessa nova escala para a própria companhia: em uma única concessão, a BRK terá pela frente um projeto de investimentos mais de quinze vezes superior ao que já desembolsou desde 2021 em sua operação na Região Metropolitana de Maceió.

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