O BRB (Banco de Brasília) pretende entregar na semana que vem à Polícia Federal e ao Banco Central o relatório final da auditoria forense contratada para apuração das operações com o Banco Master, de Daniel Vorcaro.
O relatório preliminar foi enviado à PF em 29 de janeiro e ao Banco Central em 2 de fevereiro com “achados relevantes”, segundo o BRB. A investigação independente é conduzida pelo escritório Machado Meyer Advogados, com suporte técnico da Kroll Associates Brasil.
O relatório deve trazer uma lista com o nome de possíveis envolvidos na compra de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito fraudulentas do Master e na tentativa frustrada de aquisição da própria instituição —operação que acabou vetada pelo BC.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), pediu ao presidente do BRB, Nelson de Souza, o afastamento de todos os empregados “citados em relatório técnico”. Segundo ela, a medida é necessária “para garantir transparência nas apurações”.
“A decisão não antecipa qualquer julgamento e respeita o direito ao contraditório, mas assegura que as investigações ocorram com independência e responsabilidade”, afirmou Celina em nota divulgada na quarta-feira (1º).
Como mostrou a Folha, o ex-diretor de finanças e controladoria do BRB Dario Oswaldo Garcia Júnior está alocado em uma agência bancária desde janeiro. Dario foi afastado do cargo em novembro, quando houve a primeira fase Operação Compliance Zero, que levou à liquidação do Master.
Ele foi alvo de busca e apreensão, teve os bens bloqueados, o passaporte apreendido e foi afastado da diretoria do BRB por 60 dias por ordem judicial, assim como o ex-presidente da instituição Paulo Henrique Costa. Os dois são investigados.
A ex-diretora de controles e riscos do BRB Luana de Andrade Ribeiro também foi tirada da função em janeiro e alocada em uma agência bancária. Luana não foi alvo da Operação Compliance Zero.
Apesar de os dois terem perdido os cargos anteriormente, ainda não houve o afastamento de empregados citados na auditoria forense. Na terça-feira (31), o banco inclusive enviou um comunicado interno desmentindo uma tabela com o nome de 41 supostos responsáveis.
O BRB foi procurado nesta quinta-feira (2), mas não quis se manifestar.
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