[the_ad_group id="564"]
[the_ad_group id="566"]

Da vulnerabilidade na Rocinha ao topo das artes marciais: a trajetória de superação do treinador Fabio da Silva Costa

Por: Vinícius Oliveira


Fabio da Silva Costa-Foto: Fabio Silva

Nascido e criado na comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro, Fabio da Silva Costa, hoje com 49 anos, encontrou nos esportes de combate uma rota de fuga da violência e do tráfico de drogas. O primeiro contato com a disciplina veio por meio de projetos sociais locais, com passagens marcantes pela capoeira — sob a tutela da Abadá-Capoeira — e pelo Muay Thai.

Aos 15 anos, Fabio mudou-se com a mãe para São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Na nova cidade, encontrou apoio na escola de lutas Beto Padilha Team, onde deu início à sua trajetória competitiva aos 17 anos. A vocação para o ensino despertou cedo: ainda jovem, passou a atuar como voluntário em projetos sociais voltados para crianças de comunidades carentes.

Resistência Comunitária e Educação 

Diante do encerramento de incentivos governamentais, Fabio decidiu manter o atendimento às crianças de forma independente. Com o suporte de voluntários e da própria comunidade local — que organizava pequenas contribuições de alimentos e materiais —, o projeto chegou a atender cerca de 100 jovens nos turnos da manhã e da tarde.

Paralelamente ao trabalho voluntário, a determinação de Fabio chamou a atenção da empregadora de sua mãe. Com o apoio financeiro da patroa, ele concluiu a formação como técnico de enfermagem e realizou a licenciatura em educação, sendo posteriormente aprovado no concurso público para professor da rede municipal do Rio de Janeiro.

Com a estabilidade financeira, Fabio estruturou um espaço próprio que oferecia não apenas treinos de Jiu-Jitsu e Muay Thai, mas também reforço escolar gratuito em Matemática e Português.


Aula de reforço escolar – foto: Fabio Silva

Da Crise à Reconstrução nas Lutas

A consolidação de seu trabalho rendeu um convite para integrar a comissão técnica da Paraná Vale Tudo (PRVT), promovendo o intercâmbio de atletas da Baixada Fluminense para equipes de projeção nacional. Contudo, o crescimento do projeto foi acompanhado por desafios de gestão e divisões internas na academia, o que resultou no afastamento temporário de grande parte dos alunos.

A reconstrução do centro de treinos começou do zero, ao lado de uma única aluna que permaneceu na equipe. A persistência abriu portas para um novo ciclo de visibilidade, impulsionado pela ascensão de atletas femininas no cenário do UFC.

Atualmente, o treinador dá sequência à sua trajetória no cenário das artes marciais integrando a equipe DOM.TEAM23, sob a liderança do mestre Daniel Oliveira, mantendo o foco no rendimento esportivo e na inclusão social.

CT PRVT – Foto: Fabio Silva

Projeto comunitário – Foto: Fabio Silva

[the_ad_group id="566"]

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore