São Paulo
A incorporadora Eztec anunciou nesta quinta-feira (17) a assinatura do contrato de locação com o Itaú Unibanco para o Esther Towers, complexo de duas torres de alto padrão localizado na zona sul de São Paulo.
Segundo o fato relevante, o contrato assinado pela subsidiária Mairiporã Incorporadora tem prazo de dez anos, com valor total de R$ 1,17 bilhão e cláusula de prorrogação por mais cinco anos. Os valores do aluguel serão reajustados anualmente pelo IPCA, o índice de inflação oficial do país.
Projeção do Esther Towers, condomínio da incorporadora Eztec alugado pelo Itaú na região da Chucri Zaidan, zona sul de São Paulo
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Divulgação
O início das tratativas foi comunicado pela Eztec há pouco mais de duas semanas. Até aquele momento, o Itaú não era anunciado como um possível cliente.
Em nota, o banco disse que as torres serão ocupadas de forma escalonada conforme as obras forem finalizadas (o que deve acontecer entre o final deste ano e meados de 2027). O espaço receberá 9.600 posições de trabalho.
“A escolha do Esther Towers levou em conta critérios operacionais, de infraestrutura e de atendimento às necessidades futuras, com foco em ambientes que favoreçam a colaboração, a troca de conhecimento e a integração entre as equipes. O novo polo se soma às operações já existentes na cidade”, disse o banco.
Casas de análise como o BTG já vinham colocando a possível transação do Esther Towers como um impulsionador dos valores das ações da incorporadora, hoje negociados a R$ 12,95 na B3.
Em março, o próprio Itaú BBA já tinha projetado uma potencial venda do edifício como um sinal aos investidores de que era momento de comprar as ações da companhia. À época, a divisão de análises do banco considerou os ativos da Eztec como descontados e com espaço para valorização, caso a venda fosse concretizada.
No início do mês, quando foi anunciada uma possível assinatura de contrato, o BTG estimava um NOI (sigla em inglês para receita operacional líquida, métrica utilizada para medir o resultado de um imóvel já descontados os custos operacionais) de cerca de R$ 130 milhões por ano para o empreendimento —o equivalente a 20% do lucro projetado para a Eztec em 2027.
Com o contrato de locação estipulado em R$ 1,17 bilhão pelos próximos dez anos, a receita anual com o imóvel deve girar em torno de R$ 117 milhões.
Recentemente, o Itaú informou internamente que promoveria mudanças no modelo híbrido. Em 2028, os funcionários administrativos passarão a ter frequência mínima obrigatória de três dias por semana nos escritórios (hoje a regra é de oito dias por mês).
Os superintendentes deverão comparecer presencialmente os quatro dias da semana já no próximo ano, acompanhando o modelo adotado para os diretores. Hoje, o Itaú possui mais de 80 mil funcionários pelo país.
O Esther Towers está em fase final de construção e terá áreas de 800 m² a 2.000 m² por andar. As duas torres têm 26 andares cada e são conectadas por um heliponto central
Segundo o Itaú, as operações no Esther Towers se somarão às unidades na Faria Lima e no Jabaquara, onde fica a sede.
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