A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai reforçar a pregação do voto útil na última semana antes do primeiro turno. O discurso ficou explícito em evento na sexta-feira (25) com empresários, em São Paulo.
Segundo um integrante da campanha, a linha principal é que não é preciso aprovar incondicionalmente a gestão do petista, mas sim comparar o presidente com os adversários, especialmente Flávio Bolsonaro.
Em sua fala no ato realizado num hotel de luxo, Lula resumiu o argumento ao dizer que entenderia a dúvida na cabeça dos eleitores se a competição fosse entre ele e um gênio –mas que não é este o caso contra o senador do PL.
Um dos principais empresários presentes, Joesley Batista, da J&F, concordou com a fala do petista, de quem hoje é próximo.
“O presidente tem o dom da palavra. Ele fica incomodado com comparações que são feitas, por exemplo, quando cobram superávit do seu governo, que é maior do que o feito em governos anteriores”, afirmou ao Painel.
Joesley também afirmou que prevê uma eleição apertada. “A impressão é que virou uma coisa direita contra esquerda mesmo”.
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