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Os lançamentos de motocicletas premium unem velocidade e estilo à tecnologia de ponta, oferecendo conforto, segurança e emoção. Modelos de Ducati, Harley-Davidson, Triumph e BMW redefinem o luxo sobre duas rodas, enquanto a chinesa Voge surpreende com inovações a preços competitivos.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Existem motos para trabalhar ou para ir de um lugar a outro com praticidade e existem motos para viver uma experiência exclusiva e luxuosa. Para essas, o mantra dos motociclistas é: não importa o destino, a diversão é pilotar. O cardápio de lançamentos para atender quem gosta de curtir a vida sobre duas rodas é tentador. Dá para sentir a adrenalina das superesportivas em modelos de pista homologados para as ruas e estradas. Ou cruzar o país a bordo de motos gigantes e confortáveis. Pode-se até mesmo pegar trilhas com o que há de mais moderno em acessórios eletrônicos. As marcas recorrem a tecnologias de última geração, softwares de inteligência artificial, peças cuja robustez e leveza desafiam a física e aerodinâmica só imaginada na indústria aeroespacial em versão para amplificar a emoção sentida pelos fãs dos guidões.
Para acelerar com uma dessas novidades, é preciso preparar o bolso. A Ducati, marca italiana que incorpora a essência do motociclismo de velocidade, comemora um século de existência neste ano com a moto mais radical e mais cara que já produziu para as ruas. É a Superleggera V4 Centenario, baseada na sétima geração de seu supermodelo de competição, campeão em 2025 da principal categoria, a MotoGP, com o ídolo Marc Márquez. Foram produzidas apenas 500 unidades, ao preço estimado de 150 000 euros (cerca de 900 000 reais). Um desses raros exemplares deve vir ao Brasil em 2027, com preço acrescido de impostos ainda não divulgado. Algo mais exclusivo que isso, só as 100 unidades da Superleggera V4 Centenario Tricolore, cujo acabamento retrô apela para os saudosistas e custa o equivalente a 1,2 milhão de reais. Uma dessas preciosidades também deve chegar ao Brasil no ano que vem.
O que faz a Ducati tão extrema? Para começar, o motor Desmosedici Stradale R 1100, de 1 103 cilindradas, que entrega potência de 228 HP (19 HP a menos que a versão profissional para pista de corrida). A excelente relação peso-potência propicia agilidade e aceleração únicas. Para se ter uma ideia, é dez vezes mais eficaz do que a de uma Honda CG, a moto mais vendida do Brasil, mesmo a brasileira tendo 50 quilos a menos que a superesportiva italiana. A velocidade final da Superleggera Centenario não é divulgada, mas estima-se que pode passar dos 330 quilômetros por hora. Como parar esse foguete? A fabricante colocou nela os primeiros discos de carbono-cerâmica aprovados para motos de rua.

As marcas premium não param de incorporar inovações aos brinquedos para agradar a um público que antes ficava satisfeito com velocidade, mecânica e estilo. Atualmente, a paixão pelas motos ganha reforço com tecnologias embutidas em telas, radares, GPS, controle de tração, câmeras, sistemas de som, modos de pilotagem e de motorização. Tudo isso, ao alcance da mão, contribui para a sensação de conforto e luxo até para os viajantes mais sossegados. Para eles, no lugar das superesportivas, que em geral carregam apenas o piloto, as opções são os modelos touring ou cruiser. Tradicional marca nessa seara, a Harley-Davidson acaba de lançar a 2026 CVO Street Glide Limited, seu produto mais caro, com preço a partir de 315 000 reais no Brasil. Não se engane com o Street no nome. Trata-se de um gigante feito para dar o máximo conforto na estrada, recheado com o suprassumo do luxo em entretenimento: o sistema Skyline OS tem tela de 12,3 polegadas e áudio premium, com falantes de 6,5 polegadas. Como toda Harley da família touring, o foco está na longa distância (bancos e manoplas aquecidos, tanque de 22,7 litros, para dar mais autonomia), no rodar macio (motor de baixa rotação, com 118 HP) e na resistência (418 quilos de puro metal).

No meio do caminho entre as superesportivas e as estradeiras, a Triumph conseguiu encaixar um modelo original, a nova Rocket 3 Storm GT. É enorme, mas sem a formalidade da Harley, e potente, mas sem a vocação “supersônica” da Ducati. A marca inglesa desenvolveu o maior motor para uma moto de produção em série, com três cilindros de 2 500 cc. O visual lembra o filme Mad Max, agressivo até a última gota de gasolina. Trata-se também do mais caro modelo da marca: o preço no Brasil é de 143 000 reais. “A nova Rocket 3 Storm é um marco na engenharia de motocicletas, combinando potência incomparável com um design sofisticado”, diz Renato Fabrini, CEO da Triumph no Brasil.
Engenharia de motocicletas é o ponto forte da alemã BMW, outra marca que chega com novidades. Seus motores são como relógios suíços, de funcionamento inabalável. No Brasil, a BMW é mais conhecida por sua família GS, de big trails (off-roads), mas na Europa, onde as autoestradas permitem virar o punho, a marca reina no asfalto. O design de seus modelos é sempre discreto, mas nunca insípido. Por isso, quando a alemã faz sua moto mais enérgica, mais cara, com DNA de pista e velocidade final de 314 quilômetros por hora, é preciso prestar atenção. É o caso da BMW M 1000 RR Competition. A Competition diminuiu o peso (170 quilos, a seco) e melhorou a performance do modelo-padrão, a BMW M 1000 RR, recorrendo a acessórios exclusivos de fibra de carbono, balança traseira mais leve e corrente mais resistente. Por 51 860 euros (cerca de 312 000 reais), pode-se curtir o ronco de quatro cilindros em linha da máquina. Por enquanto, o modelo só está disponível na Europa.

É comum pensar que motos premium são privilégio de fabricantes europeus e americanos, mas a China está invadindo essa praia. Com presença em sessenta países, a Voge é a marca de alto padrão da chinesa Loncin. Sua menina dos olhos é a 900DSX, uma adventure touring (misto de big trail e estradeira) de 900 cc, com um pacote de tecnologia de ponta, design bem resolvido, mecânica desenvolvida com parceiros renomados e acessórios refinados. Tem até radar traseiro, câmera frontal em HD e para-brisa ajustável. O motor bicilíndrico entrega 95 cv, potência boa para um veículo de 230 quilos. O preço é competitivo: a subsidiária em Portugal vende a 900 DSX por 9 192 euros (cerca de 55 000 reais). A Voge prepara a montagem e a venda de suas motos no Brasil. O potencial é de inundar o mercado.
Publicado em VEJA, abril de 2026, edição VEJA Negócios nº 25
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