O MPF abriu inquérito para investigar um aporte de 3,7 bilhões de reais do BNDES na empresa LHG Logística, do grupo J&F, para construção de 400 balsas de minério e 15 empurradores para transporte hidroviário de minério de ferro e manganês extraído em Corumbá (MS) até o terminal marítimo de Nova Palmira, no Uruguai.
O MPF aponta “insuficiência de estudos de impacto ambiental no Bioma Pantanal” e falta de análises sobre “violação de direitos de comunidades tradicionais” no negócio.
Os defensores do projeto sustentam que o investimento vai eliminar um gargalo na capacidade de escoamento do minério para exportação, que atualmente restringe a produção das minas da empresa.
Dos recursos financiados pelo banco, 87% serão aplicados em estaleiros das regiões Norte e Nordeste – além do Enseada, os amazonenses Juruá e Rio Amazonas e o paraense Rio Maguari –, fomentando a indústria naval nacional e gerando cerca de 5,5 mil empregos diretos e indiretos.
No estaleiro baiano, está prevista a criação de 940 postos de trabalho diretos e indiretos durante o período de construção.
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