O governo Lula calcula que terá uma base fiel de cerca de 200 deputados federais, e uma oposição ferrenha de tamanho equivalente na Câmara.
O restante, pouco mais de 100 parlamentares, é visto como “em disputa” nos cálculos da articulação política da gestão federal, e deverá se posicionar em votações conforme o tema.
Esse grupo, formado sobretudo por partidos do centrão, é também o mais suscetível a pressões da opinião pública, interesses locais e liberação de emendas. Lula terá vida mais difícil após 2027 com a nova configuração do Legislativo, mas vê possibilidade de construir uma maioria para poder governar.
No Senado, a situação é mais dramática, em razão do forte crescimento de partidos de direita.
Mas também há certa esperança com a possibilidade de construir uma relação produtiva com senadores de oposição, mesmo do PL. Diversos parlamentares da legenda, afinal, têm trajetória de centro e só se filiaram ao partido por conveniência eleitoral.
A avaliação é que nomes como Efraim Moraes (PB), Reinaldo Azambuja (MS) e Domingos Sávio (MG) seriam mais abertos ao diálogo. O mesmo ocorre com senadores do União Brasil e do PP.
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