Mãe de Giovana, 16, e Artur, 10, a administradora e analista de controladoria paulistana Fabiana Gomes começou a correr aos 35 anos, em 2016, para se livrar do sedentarismo e dos muitos quilos herdados com a gravidez do caçula –chegou a pesar 107 quilos.
Também para usufruir de um dos grandes benefícios da corrida, a disposição e a energia que a atividade entrega incontinente ao praticante, notadamente pela manhã.
Logo “garrou” amor pelo cascalho e pelos pódios (“é viciante”), prerrogativa conquistada com tempos cada vez mais rápidos: 1:08:36, por exemplo, numa prova de 15 km na zona norte de São Paulo.
Ela também subiu no pódio de um 21 km no Desafio 28 Praias, em Ubatuba, uma prova duríssima, especialmente naquela edição de 2018, em que choveram na véspera gatos e cachorros.
Hoje com quatro maratonas (Florianópolis, Paris, Roma e Valência, nessa ordem) e algumas dezenas de meias, Fabi diz que tem mais tempo para correr, o único exercício aeróbico a que se dedica, já que, com a separação, há alguns anos, os filhos passam agora dias seguidos com o pai.
No começo, ela diz, era diferente, porque também tinha de cuidar do ex-marido.
Não foi à toa que escolheu o nome “eu sou mãe que corre” em seu perfil no Instagram, hoje com 29 mil seguidores.
O perfil já foi mais ativo, mas os últimos tempos, 2025 em particular, foram dedicados especialmente à vida profissional, com um MBA, troca de emprego e responsas adicionais no novo trampo.
Fabi gosta, como tantos corredores, de definir objetivos. Maratona é uma prova de eleição, especialmente fora do Brasil, onde aproveita para turistar; o ponto alto talvez tenha sido Roma, quando correu no dia de seu aniversário, em 19 de março. Este ano, contudo, o alvo é apenas uma meia, a SP City, em 26 de julho.
Correr nas grandes cidades brasileiras é uma atividade cada vez mais arriscada para mulheres sozinhas, ela concorda, e, quando não está na esteira do condomínio, corre perto de casa, em torno do lago dos Patos, em Guarulhos. Nesses cascalhos, deixa o celular em casa.
Mães são seres que estão mais próximos do divino numa escala de transcendência e, paradoxalmente, da concretude numa escala ontológica, mas isso não parece lhes dar o benefício do ócio, nem em casa, nem fora dela, nem nunca.
Mães talvez já brotem com a consciência do que lhes espera e, ainda mais, tenham essa incrível capacidade de transformar resignação em alento.
Com os R$ 4.999 anunciados pela Adidas para comprar no Brasil o Adizero Adios Pro Evo3, tênis usado por Tião Sawe, Yomif Kejelcha e Tigst Assefa na histórica maratona de Londres, dá para comprar 15 bermudas femininas da Authen, marca preferida de Fabiana pelo acabamento e pela “costura que não incomoda”; garantir no lote deste mês de maio oito inscrições para a próxima maratona de Roma; comprar o álbum oficial da Copa e ainda, de quebra, 710 pacotes de figurinhas; ou, caso o fetiche assim demande, dois pares do mesmo Evo3, desde que você opte por fazê-lo na gringa, no site oficial da Adidas.
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