O Itaú reportou lucro líquido recorrente de 12,3 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2026, alta de 10,4% na comparação com o mesmo período do ano passado. Para analistas da Genial Investimentos, o banco apresentou um resultado sólido, com avanço da rentabilidade e manutenção da inadimplência mesmo em um cenário macroeconômico desafiador, o que pode manter o ritmo de pagamento de dividendos do banco em 2026.
A rentabilidade do Itaú, medida pelo Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE, na sigla em inglês), foi de 24,8%, avanço de 2,3 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Para a Genial Investimentos, essa evolução na rentabilidade no primeiro trimestre representa uma verdadeira vitória para o banco.
Isso porque o primeiro trimestre costuma ser um período sazonalmente mais fraco, já que as dívidas acumuladas no fim do ano começam a aparecer e a inadimplência tende a aumentar — algo que não ocorreu no Itaú. A taxa de inadimplência acima de 90 dias permaneceu estável em 1,9%.
Essa segue sendo a menor taxa de calotes entre os grandes bancos, principal diferencial do Itaú em um cenário de juros elevados e alto endividamento de empresas e famílias. Outros fatores também contribuíram para o desempenho positivo, como o avanço da margem com mercado, melhora no controle de despesas e redução da alíquota de Imposto de Renda.
Quanto o Itaú deve pagar em dividendos?
Para a Genial, o banco deve entregar uma rentabilidade de 7% em 2026 por meio do pagamento de proventos, sustentada por um lucro estimado em 52 bilhões de reais. Se banco mantiver o pagamento médio de 70% do lucro em dividendos dos últimos anos, a estimativa da Genial sugere um depósito de 36,4 bilhões de reais em dividendos do Itaú em 2026.
Segundo a corretora, o lucro será impulsionado por uma agenda de ganho de eficiência operacional e expansão da carteira de crédito. “O ciclo de corte de custos pode durar de dois a três anos e tem potencial para sustentar o diferencial de rentabilidade frente aos pares”, afirma Nishio.
O analista afirma que segue otimista com a trajetória do Itaú nos próximos trimestres. Para a Genial, o banco continua bem posicionado para entregar crescimento de lucro em dois dígitos baixos em 2026, com rentabilidade elevada e forte geração de dividendos.
“Com alocação disciplinada de capital, reiteramos nossa visão construtiva sobre o Itaú, que continua entregando resultados consistentes ao longo de vários ciclos de crédito, rentabilidade bem acima de seus pares e uma combinação interessante entre crescimento e distribuição generosa de 70% do lucro em dividendos”, conclui a Genial.
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