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Artemis 2, da Nasa, deixa a órbita terrestre rumo à Lua – 02/04/2026 – Ciência

Pouco mais de 24 horas após a decolagem de Cabo Canaveral, na Flórida (EUA), a tripulação da missão Artemis 2, da Nasa, concluiu nesta quinta-feira (2) a checagem dos sistemas e as atividades previstas para a estadia em órbita terrestre e acionou os motores para a manobra de injeção translunar: é o empurrão que liberta a espaçonave da gravidade terrestre e a coloca na rota para a Lua.

O motor principal do módulo de serviço da cápsula Orion foi acionado no horário planejado, às 20h49 (de Brasília), em uma queima que durou pouco menos de seis minutos. É a primeira vez que se faz uma manobra desse tipo em uma nave tripulada desde dezembro de 1972, quando a Apollo 17 realizou a última jornada lunar do século 20.

A essa altura, mesmo já estando a caminho da Lua, ainda é possível realizar uma manobra emergencial para um retorno antecipado, mas a tendência é que, tudo fluindo de acordo com os planos, não seja mais necessário fazer qualquer grande ajuste de curso.

Com o impulso adquirido, a gravidade fará o resto, levando a Orion a um contorno da Lua e a um subsequente retorno à Terra, no que os técnicos chamam de uma trajetória de retorno livre, com a reentrada na atmosfera marcada para o dia 10, sobre o oceano Pacífico.

Antes disso, no ponto mais distante da jornada, espera-se que a cápsula, levando os astronautas Reid Wiseman, 50, Victor Glover, 49, Christina Koch, 47, e Jeremy Hansen, 50, fique a cerca de 406 mil quilômetros do planeta —o mais distante que qualquer ser humano já viajou, batendo o recorde da tripulação da Apollo 13 (que esteve a 400 mil quilômetros, também em uma trajetória de retorno livre). Isso, bem como o auge do sobrevoo lunar, deve acontecer na próxima segunda-feira (6).

Muito trabalho

Como já se esperava, as primeiras 24 horas da missão foram intensas. Além das duas queimas previstas para ajuste de órbita (que colocaram a nave em uma elipse que a levava para até 70 mil quilômetros de distância), o quarteto realizou os testes dos sistemas. Um deles trouxe problemas: o banheiro.

Trata-se de uma pequena cabine instalada a bordo, com capacidade para uma única pessoa, com um vaso sanitário especialmente projetado com sucção para operar em ambiente de microgravidade. Aparentemente, a vibração durante o lançamento pode ter causado algum problema que ocasionou um mau funcionamento.

Com instruções do controle da missão em Houston, Koch realizou procedimentos para que ele voltasse a operar como pretendido, reparo que teve sucesso e ocasionou uma das mais inusitadas frases da missão. Ao responder ao capcom (o astronauta em solo responsável pela comunicação), ela disse, no clássico jargão: “Yes, the toilet is Go for using” (sim, o banheiro tem sinal verde para uso). Se o gracejo foi intencional, não se sabe. Mas certamente foi um alívio para todos os envolvidos.

O episódio mostra bem os desafios do voo espacial. Por mais que se teste tudo com rigor antes do lançamento, é impossível reproduzir exatamente todos os efeitos a que uma nave é submetida (radiação, vibração e, sobretudo, a ausência de peso), de forma que algumas coisas só podem ser constatadas já em órbita.

Colocando nesse contexto, a missão até aqui teve pouquíssimos contratempos. O mais notável talvez tenha sido uma pequena falha de contato entre a tripulação e o controle da missão logo após o lançamento, rapidamente reestabelecida. Os engenheiros seguem investigando para descobrir o que teria causado a inconveniência.

Durante a madrugada Glover, com suporte de Wiseman, também realizou as chamadas operações de proximidade, em que a cápsula Integrity, já separada do segundo estágio do foguete SLS, era conduzida manualmente em uma suave aproximação dele —procedimento para verificar que a nave responde como esperado e pode, numa futura missão, realizar o encontro e a acoplagem, técnicas essenciais para as alunissagens. A atividade durou 70 minutos.

Terminada essa tarefa, o segundo estágio liberou os quatro cubesats (nanossatélites) que transportava para que começassem suas missões independentes. Todos os quatro vieram de parceiros internacionais: Atenea, da Argentina, Space Weather CubeSat-1, da Arábia Saudita, Tacheles, da Alemanha, e K-Rad Cube, da Coreia do Sul. Todos operarão em órbita terrestre e não viajarão para a Lua.

Fonte: Link da fonte

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