A Nasa pôs astronautas na superfície da Lua pela primeira vez em 1969 e depois mais cinco vezes. Então por que em 2026 a agência espacial está voltando ao satélite natural da Terra, mas sem pousar nele?
Levar pessoas ao solo lunar é difícil, e ninguém faz isso desde 1972.
Isso porque, depois que Neil Armstrong pisou na Lua durante a Apollo 11, muitos americanos sentiram que a corrida espacial com a União Soviética havia sido vencida e que continuar a exploração lunar não valia o custo.
Nas décadas seguintes, a Nasa se concentrou na órbita baixa da Terra com os ônibus espaciais e a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
Mas agora os Estados Unidos querem voltar à Lua, e a China quer ir pela primeira vez.
O republicano Donald Trump fez do retorno à Lua uma prioridade durante seu primeiro mandato, e o programa continuou na gestão do democrata Joe Biden.
A Lua é um candidato ideal para visitas humanas, tanto para ser analisado cientificamente quanto para ser explorado na busca de recursos como água congelada para futuras missões e hélio-3 para tecnologias energéticas futuristas.
Mas é uma tarefa complicada se estabelecer na Lua. Por isso, é sensato não tentar fazer muitas coisas ao mesmo tempo, sobretudo quando vidas humanas estão em jogo.
Muita coisa mudou desde que os humanos viajaram pela última vez até a Lua, em 1972. A tecnologia atual, especialmente os computadores, avançou muito além do que estava disponível durante a era Apollo. Inevitavelmente, algo não funcionará exatamente como planejado, e será bom identificar e corrigir esses problemas antes de tentar um pouso.
Esse é parte do propósito da Artemis 2, que levará astronautas ao redor da Lua, mas não pousará lá.
Além disso, a Nasa não pode pousar no satélite sem um módulo lunar, e ainda não há um pronto.
A SpaceX, de Elon Musk, tem um contrato para construir um módulo desse. A Blue Origin, de Jeff Bezos, criador da Amazon, também tem.
De acordo com o cronograma atual, a Nasa quer tentar duas alunissagens até o final de 2028.
O contrato da Artemis 2 ficou com parceiras mais antigas da Nasa. A Boeing, a Northrop Grumman e a United Launch Alliance construíram as peças do foguete SLS (Space Launch System) lançado na última quarta-feira (1º), e a Lockheed Martin construiu a cápsula Orion na qual viaja o quarteto da Artemis 2.
Há ainda um outro item necessário para a Nasa levar pessoas de volta à Lua: novos trajes espaciais para os astronautas usarem ao sair do módulo de pouso. Eles estão sendo desenvolvidos pela Axiom Space, de Houston.
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