[the_ad_group id="564"]
[the_ad_group id="566"]

Como cientistas japoneses enviaram um “transformer” da vida real para a Lua?

A Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA) realizou, em parceria com instituições acadêmicas e empresas privadas, uma missão lunar que levou à superfície da Lua um pequeno robô transformável, chamado SORA-Q. O equipamento chegou ao satélite natural por meio da missão SLIM, que pousou em 19 de janeiro de 2024, após lançamento em dezembro de 2023.

Continua após a publicidade

O dispositivo, com cerca de 8 centímetros, foi projetado para mudar de forma ao tocar o solo lunar. Ele integra tecnologias desenvolvidas em colaboração entre JAXA, Sony, Doshisha University e a empresa Takara-Tomy, conhecida por sua atuação no setor de brinquedos e por sua participação no desenvolvimento de conceitos de transformação robótica.

Durante a operação, o SORA-Q atuou em conjunto com outros sistemas robóticos da missão, transmitindo dados por meio de um segundo equipamento auxiliar. O objetivo central foi testar navegação autônoma em ambiente lunar e comunicação em cadeia a partir da superfície até a Terra.

Exploração tecnológica e operação na Lua

Sequência de movimento do robô ao pousar na Lua – (Crédito da imagem: D. Hirano)

O robô foi projetado para sair de uma configuração esférica e assumir uma forma cilíndrica funcional após o pouso. A estrutura utiliza as próprias metades da esfera como rodas, enquanto uma câmera se projeta para observação do ambiente e uma peça traseira funciona como estabilizador durante o deslocamento.

A navegação ocorreu com base em imagens captadas no solo lunar, permitindo que o sistema identificasse obstáculos naturais como crateras e irregularidades do terreno. Essa capacidade buscou reduzir a dependência de comandos diretos enviados da Terra.

A missão ocorreu em uma região próxima ao local de pouso do SLIM, dentro da área do hemisfério lunar visível, em um contexto geológico marcado por crateras como Shioli, localizada dentro de Cyrillus, na região de Mare Nectaris.

lua azul
Lua – Crédito: Lukasz Pawel Szczepanski – Shutterstock

O sistema operou em conjunto com outro dispositivo, responsável por retransmitir informações até a Terra. A comunicação entre os robôs permitiu que dados fossem enviados mesmo sem contato direto com a base terrestre.

A operação teve duração limitada, encerrando cerca de 100 minutos após o início das atividades no solo lunar. A interrupção ocorreu antes do tempo estimado, possivelmente por falha de bateria ou danos associados ao sistema auxiliar de deslocamento.


A pesquisa científica que deu início ao projeto foi publicada recentemente na revista Science Robotics: leia o estudo aqui. Na pesquisa, é explicado em detalhes sobre os resultados do projeto, que incluem, como supracitado:

  • A demonstração de mobilidade autônoma em escala reduzida na superfície lunar, com o robô sendo capaz de se deslocar ao redor do módulo SLIM;
  • Capturar imagens do ambiente;
  • Realizar transmissão de dados por comunicação sem fio;
  • Operação autônoma, isto é, sem controle remoto proveniente da Terra.
Wagner Edwards

Wagner Edwards

Wagner Edwards é Bacharel em Jornalismo e atua como Analista de SEO e de Conteúdo no Olhar Digital. Possui experiência, também, na redação, edição e produção de textos para notícias e reportagens.

Ver todos os artigos →


Fonte: Link da fonte

[the_ad_group id="566"]

Tags

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore