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Kilauea provoca “volnado”, tornado de origem vulcânica, após nova erupção

Embora a fase tenha durado apenas sete horas, ela produziu um fenômeno incomum

Fenômeno foi observável graças ao monitoramento por câmeras – Imagem: John Dvorak/iStock

O vulcão Kilauea, na Ilha Grande do Havaí, registrou, neste domingo (14), o 49º episódio de seu período eruptivo mais recente, iniciado em 23 de dezembro de 2024. Embora a fase tenha durado apenas sete horas, ela produziu um fenômeno incomum: um “volnado”, ou tornado gerado por atividade vulcânica.

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Como o “volnado” do Kilauea surgiu

  • Segundo descrição do EarthSky, o vórtice foi tecnicamente um landspout, isto é, um tornado que não se forma a partir de uma tempestade supercelular, mas “de baixo para cima”;
  • No caso do Kilauea, o fenômeno se formou quando o intenso calor das fontes de lava interagiu com o ar mais frio, levantando partículas vulcânicas em uma coluna giratória de cinzas e poeira;
  • O volnado pôde ser visto por causa da fumaça e da cinza escura que subiam dos fortes jatos de lava. Uma outra imagem do fenômeno foi captada por uma das três câmeras ao vivo do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) que transmitem a atividade no Kilauea.
Vulcão Kilauea em erupção
Vórtice foi tecnicamente um landspout, isto é, um tornado que não se forma a partir de uma tempestade supercelular, mas “de baixo para cima” – Imagem: joebelanger/iStock

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O vulcão é apontado como um dos mais ativos da Terra. O texto ressalta que, embora a 49ª erupção tenha durado somente sete horas, um novo episódio eruptivo pode começar a qualquer momento.

Em novembro, o Kilauea já havia produzido outro volnado, descrito como um redemoinho semelhante a um tornado. O fenômeno é apresentado como algo intermediário entre um dust devil e um tornado de fogo.

Erupção vulcânica submarina misteriosa é detectada pela NASA

Uma erupção vulcânica submarina inesperada começou no dia 8 de maio no Mar de Bismarck, ao norte de Papua-Nova Guiné. O evento foi detectado por satélites da NASA e da Agência Espacial Europeia (ESA), mas pegou os vulcanólogos de surpresa: a área carece de mapas batimétricos de alta resolução, e pouco se sabe sobre as estruturas vulcânicas no local.


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Rodrigo Mozelli

Rodrigo Mozelli

Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.

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