Claus não daria amarelo; venezuelano do VAR pediu expulsão – 06/07/2026 – Esporte

Era uma tarde ensolarada em San Francisco (noite no Brasil), quando um lance de jogo teve uma decisão correta tomada no campo, com auxílio do VAR.

No entanto, uma interferência de Donald Trump (o VAR do VAR) pode ter causado o principal dano à imagem esportiva da Copa do Mundo de 2026.

O jogo em questão era Estados Unidos x Bósnia e Herzegovina, com arbitragem do brasileiro Raphael Claus. Aos 19 minutos do segundo tempo, de acordo com a súmula, o juiz expulsou Balogun, atacante americano, por falta violenta.

Àquela altura, a seleção da casa já vencia por 1 a 0 (gol de Balogun). Depois do cartão vermelho, os americanos sofreram um pouco, mas continuaram superiores e venceram o duelo por 2 a 0.

O problema é que a embalada campanha americana sofreria um revés sem o principal atacante contra a Bélgica. No entanto, Trump admitiu ter ligado para Gianni Infantino, presidente da Fifa, para pedir a revisão da punição a Balogun, no que foi prontamente atendido, abrindo um precedente perigoso para a competição.

Pior, Trump também acusou o brasileiro dizendo que “esse árbitro é um tanto suspeito se você verificar o passado dele. Não quero dizer isso, pois não gosto de criar polêmica, mas é muito suspeito”, polemizou.

No entanto, o presidente americano nitidamente está atacando a pessoa errada. Claus não deu nem cartão amarelo para Balogun. Quem recomendou a revisão e a expulsão do atacante foi o árbitro venezuelano que comandava o VAR, Juan Soto.

Em uma revisão minuciosa do lance, é possível ver que o cronômetro já registrava pouco mais de 15 minutos do segundo tempo quando o lance da discórdia aconteceu.

Robinson toca uma bola dividida para Balogun, que ao tentar chegar antes do zagueiro bósnio, pisa com certa violência no tornozelo do rival. Claus está perto do lance, com a visão desobstruída. Ainda assim, o juiz não fez menção nem de sacar o cartão amarelo, mas autorizou rapidamente o atendimento médico ao ver o bósnio Muharemovic se contorcendo de dor no gramado.

Passou um minuto e meio até que a TV mostrou a mensagem: possível cartão vermelho. Em seguida, chamado pela cabine comandada por Soto, Claus fez o sinal clássico de VAR, desenhando o quadrado no ar, e foi checar a imagem no monitor.

Além de Soto, estavam na cabine o assistente Nicolas Gallo, da Venezuela, e Jérôme Brisard, da França, como supervisor do VAR.

Com pouco mais de 18 minutos, praticamente três minutos após o lance da falta, Claus abriu o microfone para anunciar: “After review, the number 20, United States, committed serious fault. The final decision is red card”. (Após revisão, o número 20, EUA, cometeu falta grave. Decisão final é cartão vermelho).

O cartão chegou com uma sonora vaia da torcida, mas sem nenhuma reclamação de jogadores americanos. Balogun, meio sem acreditar no próprio infortúnio, apenas passava a camisa no rosto, consolado pelos companheiros.

Curiosamente, quando o jogo já estava quente, com mais faltas, reclamações e cartões, Claus marcou uma falta aparentemente inexistente a favor dos EUA, na entrada da área, aos 35min do segundo tempo. Depois de protestos bósnios, Tilmann cobrou com categoria e fez o 2 a 0 que definiu o placar —deste lance, Trump não reclamou.

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