A Oncoclínicas entrou com um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de 5,1 bilhões de reais em dívidas, segundo comunicado enviado ao mercado nesta terça-feira, 13.
De acordo com a companhia, aproximadamente 37% do saldo devedor já conta com adesão expressa dos credores ao plano. Segundo a empresa, esse percentual é suficiente para o ajuizamento da recuperação extrajudicial e demonstra apoio relevante à reestruturação das obrigações financeiras.
O plano poderá incluir a capitalização da companhia por seus acionistas, a conversão de parte da dívida em participação acionária, a substituição de parte dos débitos por novos instrumentos de dívida e o alongamento do cronograma de amortização das obrigações abrangidas.
A Oncoclínicas destacou que a recuperação extrajudicial não inclui as obrigações operacionais correntes com clientes, fornecedores e demais parceiros considerados essenciais para a continuidade das atividades. Segundo a empresa, esses compromissos continuarão sendo honrados normalmente, sem interrupções.
A companhia também afirmou que suas operações seguem funcionando normalmente e que o processo não afetará o atendimento aos pacientes nem a prestação dos serviços oncológicos.
A situação financeira da Oncoclínicas se deteriorou de forma significativa ao longo de 2025. A crise foi agravada pelo colapso da Unimed Ferj, uma de suas principais fontes de receita.
Além disso, a empresa registrou um prejuízo de 433 milhões de reais com investimentos em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025.
No balanço do primeiro trimestre de 2026, a Oncoclínicas informou ter encerrado o período com 112 milhões de reais em caixa. Ao mesmo tempo, a companhia possuía cerca de 5 bilhões de reais em dívidas com vencimento previsto para os 12 meses seguintes, quadro que reforçou a necessidade de reestruturar seu passivo.
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