A WEG reportou lucro líquido de 1,56 bilhão de reais no segundo trimestre de 2026, queda de 2,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado ficou levemente acima do esperado pelo consenso reunido pelos analistas do BTG Pactual, que estimavam um lucro de 1,49 bilhão no segundo trimestre de 2026.
Segundo a companhia, a queda do lucro aconteceu em meio à desvalorização do dólar, além da menor demanda por projetos de geração de energia renovável no Brasil. A receita operacional líquida ficou em 10,1 bilhão, queda de 0,6%. O resultado da receita foi puxado pela redução de 4,9% no mercado interno e crescimento de 2,3% no mercado externo.
O lucro antes de juros impostos depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ficou em 2,2 bilhões de reais, recuo de 2%. O Ebitda é um indicador financeiro que mede a capacidade de geração de caixa operacional.
A rentabilidade da WEG, medida pelo Retorno sobre o Capital Investido (ROIC), ficou em 33,6%, alta de 0,7 ponto percentual na comparação com o mesmo período do ano passado.
WEG foi impactada pelo tarifaço?
O balanço do segundo trimestre de 2026 da WEG ainda não reflete os impactos do tarifaço do presidente dos Estados Unidos que entra em vigor nesta quarta-feira, 22. Segundo os analistas do Safra, os produtos da companhia não foram incluídos na lista de isenções da Seção 301, o que deve ampliar o custo tarifário sobre exportações destinadas aos Estados Unidos ao longo do terceiro trimestre de 2026, período que vai de julho a setembro de 2026.
O Safra estima que o impacto se concentre principalmente na divisão de Equipamentos Eletrônicos e Industrias (EEI). No segundo trimestre, essas receitas tiveram um crescimento de 8,2 % na comparação entre o ciclo de abril a junho com o período de janeiro a março de 2026.
Pelas estimativas do banco, com a nova tarifa de 25%, o impacto será de aproximadamente 1,4% da receita total. Ou seja, mesmo com a alta neste trimestre, a perspectiva é de pressão nessa linha de receita no próximo trimestre.
Os analistas comentam que apesar da pressão adicional, a WEG já demonstrou capacidade de repassar aumentos tarifários ao mercado americano em episódios anteriores.
“Quando tarifas de até 50% foram implementadas em 2025, a companhia promoveu reajustes de preços e posteriormente não reverteu integralmente os aumentos mesmo após a redução das sobretaxas. Esse comportamento pode amortecer parte do impacto negativo da nova rodada tarifária”, dizem os analistas do Safra.
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