O café moído ficou 2,45% mais barato em julho e encerrou os últimos 12 meses com redução acumulada de 17,2%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado nesta terça-feira, 11, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado em 12 meses representa a maior variação negativa do preço do produto desde a implantação do Plano Real, em julho de 1994.
A queda ocorre após um período de forte encarecimento. Em maio de 2025, o café chegou a registrar alta acumulada de 82,24% em 12 meses. Naquele momento, problemas de oferta associados a condições climáticas adversas afetaram a produção e pressionaram os preços. “O café ainda não devolveu tudo o que subiu nesse período”, diz Fernando Gonçalves, gerente do IPCA.
O movimento atual está relacionado à melhora das condições de safra, que vem favorecendo a redução dos preços. Os dados mais recentes sobre a produção apontam para uma perspectiva mais favorável. A estimativa divulgada pelo IBGE em junho indica uma colheita de quase 4 milhões de toneladas de café arábica e canéfora em 2026, volume 14,7% superior ao de 2025. A projeção integra o LSPA (Levantamento Sistemático da Produção Agrícola), atualizado mensalmente pelo instituto.
Outros alimentos
O café esteve entre os produtos que ajudaram a reduzir os preços da alimentação em julho. O grupo Alimentação e bebidas teve queda de 0,67%, seu maior recuo desde julho de 2024, quando havia registrado queda de 1%. Dentro desse grupo, a alimentação consumida em casa apresentou redução de 1,14% no mês, também a maior em dois anos.
Além do café, outros produtos contribuíram para o movimento. O tomate teve queda média de 29%, enquanto a batata-inglesa ficou 19,59% mais barata e a cenoura recuou 14,41%. Alguns itens, porém, seguiram em direção contrária. O preço do leite longa vida aumentou 2,47%, e o das frutas avançou 1,20%.
A alimentação fora de casa também apresentou aceleração em julho. A alta passou de 0,15% em junho para 0,55% no mês. Entre os componentes, o lanche teve aumento de 0,76%, ante 0,13% no mês anterior. A refeição, por sua vez, passou de 0,15% para 0,42%.
Fonte: Link da fonte















