A admiração por Sandy, 43 anos, ultrapassou a fronteira da música e se tornou objeto de pesquisa científica. Aparecida Eule, moradora de Valinhos (SP), mestre em Divulgação Científica e Cultural e doutoranda em Linguística pela Unicamp, publicou um artigo científico dedicado à cantora em uma revista da universidade.
Desenvolvida ao longo de dois anos, a pesquisa investiga como a trajetória pessoal de Sandy interfere nos sentidos de suas músicas e como diferentes parcerias com outros artistas podem mudar a interpretação das canções. Para isso, Eule analisou Me Espera, Areia, Pra Me Refazer e Eu Pra Você, escolhidas entre as faixas mais ouvidas da artista nas plataformas digitais.
Um dos exemplos é Me Espera, cuja leitura, segundo a pesquisadora, se transforma conforme Sandy divide a interpretação com Tiago Iorc, Lucas Lima ou Xororó. A análise utiliza conceitos da Análise do Discurso de linha francesa, além de referências da Linguística, História e Psicanálise.
Para Eule, a pesquisa também mostra como Sandy construiu uma voz que ultrapassa o campo musical e adquiriu dimensão simbólica e social. “É algo extremamente grandioso, porque me torna visível no campo da intelectualidade campineira, valinhense e paulista, podendo alcançar reconhecimento nacional”, afirmou a pesquisadora. Entre as referências utilizadas no estudo, estão o filósofo alemão Friedrich Nietzsche, o poeta português Fernando Pessoa e a bíblia.
Ciente do estudo, Sandy se pronunciou sobre o tema. “Me sinto homenageada e grata”, comentou em uma publicação nas redes sociais.
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