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Tainá Müller mergulha na rotina de atleta para viver Magic Paula no cinema, treinando basquete e musculação seis vezes por semana. A atriz, que interpretará a jogadora ao lado de Juliana Didone como Hortência, revela detalhes de sua preparação intensa, a proximidade com Paula e sua dedicação a projetos fora das novelas, como Bom Dia, Verônica e o ‘Café Filosófico’.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Tainá Müller, 44 anos, trocou temporariamente jantares, noites livres e descanso por uma rotina de atleta. Escalada para interpretar Magic Paula em um novo filme sobre a história da jogadora com Hortência, a atriz treina basquete ou musculação seis vezes por semana. No longa, dirigido por Georgia Guerra-Peixe, Juliana Didone viverá Hortência. A trama terá como pano de fundo os Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, e explorará a rivalidade e a admiração entre as duas estrelas do basquete brasileiro. Conhecida por trabalhos em novelas, Tainá conta que a distância dos folhetins foi uma escolha tomada após o nascimento do filho, Martin. Desde então, ela protagonizou a série Bom Dia, Verônica, trabalhou em Portugal, voltou aos palcos com Brilho Eterno e se dedicou ao cinema. A seguir, o bate-papo de Tainá com a coluna GENTE.
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Visando às cestinhas. “Jogava quando era criança, na escola, mas, com o filme, a rotina de treinos entrou forte. Acaba que a gente vira atleta mesmo. Treino seis vezes por semana, basquete ou musculação… Só descansamos um dia e, às vezes, fazemos as duas coisas. Tem também toda uma rotina de alimentação e a disciplina do atleta. Tenho recusado muitos convites para jantar à noite e tentado ser disciplinada com o sono, a alimentação e os treinos. ”
Relação com as quadras. “Era muito fã delas (das jogadoras de basquete). Quando era criança, jogava e tinha uma melhor amiga com 1,82 metro (de altura). A gente brincava que eu era a Paula e ela era a Hortência: passava a bola, e ela fazia a cesta. Paula estava muito viva no meu imaginário como uma ídola. Paula está sendo muito generosa comigo. Acabei de receber pelo correio umas faixinhas que ela me mandou. Ela sabe do desafio de chegar nesse físico, reproduzir algumas coisas e ter todo esse pique em um curto espaço de tempo. Está me dando muita força, e isso tem sido fundamental. ”
Gestos de Magic Paula. “Estou consumindo todos os vídeos que existem dela e ouvindo ininterruptamente a voz dela. Trabalho com a Lúcia Gaiotto a questão da prosódia: o timbre, o sotaque e o jeito de falar. Ela tem um ritmo muito próprio. Sou mais acelerada, e Paula tem uma calma para se expressar. Estou aprendendo a me aproximar dela. ”
‘Café Filosófico’. “Para acompanhar os especialistas recebidos no programa, contratei minha antiga professora Yasmin Martins, com quem estudei durante uma pós-graduação em filosofia na PUC-Rio. Cada programa é um universo que se abre, um portal. Esses intelectuais são muito especializados nos assuntos que tratam. O mínimo que tenho a fazer é conhecer essa pessoa, o trabalho que desenvolveu e as referências que tem. Na semana em que vou receber determinado convidado, tenho uma aula particular sobre ele. Também faço leituras para estar naquela interlocução e conseguir guiar a conversa. ”
Mergulho nos estudos. “O módulo da psicanálise me fez mergulhar bastante. É algo que me ajuda muito na construção de personagens. Não tem como estudar psicanálise sem repensar as próprias escolhas e a própria vida. Agora, na filosofia antiga, discutimos como os filósofos pensavam o bem-viver. É engraçado porque isso acontece justamente quando estou dedicada ao esporte por causa do filme, à filosofia por causa do programa e à arte. ”
Distância das novelas. “Depois que meu filho nasceu, fiz uma novela. Ele tinha um aninho e pouco e me doía deixá-lo. A novela era sempre muito longa e, na época, a escala era seis por um. Às vezes, o projeto durava um ano. Em 2018, decidi partir para outros trabalhos e fazer projetos mais curtos. Coloquei na cabeça que queria fazer uma série e, quando saí da Globo, apareceu Bom Dia, Verônica. ”
No meio do mato. “O lugar me convida a entender como funciona o nosso ecossistema, pelo menos aquele pequeno ecossistema que tenho ali (ela mora num rancho na Serra da Mantiqueira, onde tenta recuperar a vegetação nativa da propriedade). É um conhecimento que todo mundo deveria ter um pouco para os tempos que vamos enfrentar. ”
Nova mudança. “Estou voltando a morar no Rio porque meu marido (o diretor Henrique Sauer) vai fazer a direção-geral de Avenida Brasil 2. Aí estou reconsiderando, quem sabe, voltar. Mas, até então, foi uma escolha. Tenho gostado de explorar outras coisas. ”
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