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Al Gore investe em empresa brasileira de reciclagem – 08/04/2026 – Painel S.A.

Apesar do nome, a New Wave não tem nada a ver com o movimento que tomou conta do rock e do pop nos anos 1980. A empresa brasileira de soluções para reciclagem de resíduos da mineração recebeu mais de R$ 700 milhões em investimento para desenvolver métodos de redução da poluição e do desperdício na atividade.

Um dos investidores é o ex-vice-presidente dos Estados Unidos e ativista climático, Al Gore, por meio do fundo Just Climate. Também colocou recursos na empresa a Orion Resource Partners, fundo de investimento americano especializado em minerais críticos. A brasileira Lorinvest —gestora da família Lorentzen, da Aracruz Celulose— é sócia controladora do negócio.

Boa parte da injeção de capital é usada no desenvolvimento de uma planta semi-industrial nas instalações da Alunorte, em Barcarena, no Pará.

O principal produto da companhia é um sistema de micro-ondas industrial para processar a chamada “lama vermelha”, resíduo da produção de bauxita e da alumina (primeiros elos da cadeia de valor do alumínio). O negócio usa os dejetos para fabricar “ferro verde”, isto é, minério de ferro com baixa emissão de carbono na produção.

A New Wave pretende entregar ferro a US$ 200 (R$ 1.032) por tonelada, enquanto o produto final é vendido entre US$ 400 (R$ 2.064) e US$ 450 (R$ 2.322), margem que o CEO da casa, Gustavo Emina, considera atrativa para o mercado em que atua.

A empresa aposta no crescimento da demanda global por alumínio —que tende a aumentar a geração de rejeitos— e nos processos de baixo carbono usados pela firma para atrair organizações em busca de reduzirem suas emissões e bater metas globais de descarbonização.

“Por que a gente conseguiu fazer isso e os outros não conseguiram? Porque todo mundo foca muito em recuperar elementos de terras raras ou escândio e outros minerais críticos”, afirma o executivo.

“Showroom”

O business, no entanto, ainda não tem receita. O modelo em escala está em teste na planta semi-industrial supracitada. Emina afirma que o projeto não serve para validar a tecnologia desenvolvida pela New Wave em si, mas sim entender a operação em regime contínuo, verificar os custos operacionais reais e afinar os parâmetros antes do salto para a escala industrial plena.

Ele descreve a unidade de Barcarena como um “showroom” para o uso do método em resíduos de bauxita de todo o mundo.

A organização recebeu uma linha de crédito de R$ 221 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para investir na instalação da planta piloto. O investimento vem em linha com o objetivo do banco estatal de capitalizar negócios de sustentabilidade e na região amazônica.

Em paralelo, a firma faz a engenharia e o licenciamento ambiental do que deve tornar-se a primeira instalação industrial em escala plena, com capacidade para processar 2,5 milhões de toneladas e com investimento estimado em US$ 600 milhões (R$ 3 bilhões).

Falta espaço

A ideia, segundo Emina, é usar o modelo de licenciamento de tecnologia para faturar, recebendo um percentual sobre a receita bruta de empresas que usarem o sistema de micro-ondas.

As refinarias, para o executivo, têm incentivos para adotar o modelo, o principal deles sendo a redução do custo de deposição e manutenção dos resíduos. Hoje, elas precisam investir para isolar o solo e subsolo para operar, além do processo de controle de poeira.

Ele também aponta que o sistema pode facilitar o licenciamento de novas barragens, que, às vezes, são inviáveis por falta de espaço para deposição de resíduos. Emina usa como exemplo a Rio Tinto, que reduziu em 40% a produção de alumina na planta de Yarwun, em Gladstone, por questões ambientais.

A companhia tem outras frentes de trabalho, que desenvolvem soluções semelhantes para a extração de outros minerais, como lítio e níquel. A aposta principal, no entanto, é na New Wave Tech, frente de tecnologia do negócio —pretende usar uma plataforma de inteligência artificial para indicar parâmetros de processo para extração de minerais.


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