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Gilmar diz que André Mendonça é boneco de campanha – 17/09/2026 – Política

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta quinta-feira (17) que o colega André Mendonça é “boneco de campanha” e “pixuleco eleitoral”, usando termos parecidos com o que disse na sessao de terça (15) sobre Alexandre de Moraes.

Na ocasião, o decano da corte chamou Mendonça de “pixuleco” e “boneco eleitoral”.

Nesta quinta, Gilmar publicou, nas redes sociais, um texto em defesa do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O chefe da PGR (Procuradoria-Geral da República) é citado no relatório da investigação do banco Master, sob a relatoria de Mendonça.

Na apuração policial, há diálogos em que o advogado Ciro Soares encaminha a Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, mensagens atribuídas ao procurador. Em outros trechos, Vorcaro pede a Moraes que acione Gonet e o chefe da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para barrar uma operação contra a instituição financeira.

Na sessão do STF de terça-feira (15), convocada para analisar as menções ao ministro do STF Alexandre de Moraes no caso Master, Gonet negou ter qualquer proximidade com Vorcaro.

Nesta quinta, Gilmar disse que Gonet “tem reputação ilibada e vida pública de lisura insuspeita”.

“Isso nunca foi objeto de disputa: é reconhecido em todos os espectros, por quem concorda e por quem discorda dele. Mesmo assim, teve a honra injustamente manchada pelo levantamento do sigilo de conversas que nada de ilícito retratavam”, disse.

Em seguida, ele disparou contra Mendonça, acusando-o de agir politicamente para beneficiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto.

“Ainda assim, assistimos na terça-feira a uma cena lamentável. Em plenário, o próprio relator [Mendonça] reconheceu, em alto e bom som, a lisura da conduta de Gonet e admitiu que nada havia contra ele. Nada. Então por que expor? Quem atesta a honra de alguém só depois de tê-la arrastado pela praça pública não está corrigindo um erro: está confessando que ele era evitável”.

“E não foi só isso. A intenção de lucrar politicamente com o episódio ficou escancarada quando o relator fez publicar vídeo nas redes sociais agradecendo o apoio popular. Apoio a quê, exatamente? A um ato que ele mesmo admitiu não ter fundamento contra a pessoa exposta? Quem age assim não é magistrado imparcial: é boneco de campanha, um pixuleco eleitoral”.

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