A reforma tributária virou um dos principais motores de crescimento da DocuSign no Brasil
A companhia está usando a complexidade do novo sistema de impostos para acelerar a venda de sua plataforma de Gestão Inteligente de Acordos, conhecida como IAM, que aplica inteligência artificial à revisão, organização e automação de contratos.
O Brasil já é o segundo maior mercado global da DocuSign para a tecnologia, atrás apenas dos Estados Unidos. No país, a nova solução responde por cerca de 50% dos novos negócios da empresa. Na América Latina, a base de clientes da plataforma cresceu 4,5 vezes em um ano.
O movimento ocorre em um momento em que a própria DocuSign tenta mostrar ao mercado que deixou de ser apenas uma empresa de assinatura eletrônica. No primeiro trimestre fiscal de 2027, a companhia registrou receita global de US$ 830,2 milhões, alta de 9% sobre o mesmo período do ano anterior. A plataforma IAM já representava 12,6% da receita recorrente anual da empresa ao fim de abril, acima dos 10,8% registrados em janeiro.
Para empresas brasileiras, a promessa é reduzir o trabalho manual de adequação contratual em meio à transição tributária. Para a DocuSign, é a chance de transformar uma mudança regulatória local em vitrine global para sua nova aposta em IA.
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