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A pé, de bike e de caiaque: aos 60 anos, voluntário percorre 2,2 mil km da supertrilha

Por: Vinícius Oliveira 

Percorrendo o trajeto proposto para a trilha.

A expedição teve como objetivo colocar à prova um percurso que, até então, havia sido planejado principalmente com base em mapas. Ao longo da viagem, Luiz verificou como os diferentes tipos de deslocamento poderiam ser integrados e reuniu informações que poderão ajudar, no futuro, quem quiser percorrer a Volta ao Rio.

Entanto, acabou sendo uma das maiores surpresas da expedição.

Segundo ele, em diferentes pontos do estado, moradores ofereceram ajuda, refeições e até abriram as portas de casa para recebê-lo, mesmo sem conhecê-lo.

“Ao olhar nos olhos das pessoas mais simples, ao ver quem me abriu a porta de casa sem nem me conhecer, eu voltei a ter esperança. Volto dessa caminhada muito mais otimista em relação ao ser humano”, afirmou.

Cinco dias remando sozinho

Se caminhar longas distâncias já fazia parte da experiência de Luiz, a navegação foi um dos principais desafios da viagem.

Ele passou 5 dias remando sozinho pelo Rio Imbé e por sistemas lagunares até chegar ao litoral. Eram trechos que conhecia apenas por imagens de satélite e que ainda não haviam sido testados integralmente como rota

Planejado.

O maior desafio físico, segundo ele, apareceu sobre 2 rodas. Foi na subida entre o Vale do Paraíba e as partes mais altas da Serra da Mantiqueira, nas proximidades do Parque Nacional do Itatiaia.

O desnível tornou o trecho especialmente exigente. Apesar dos desafios, Luiz não sofreu acidentes durante os mais de 4 meses de expedição nem teve problemas com animais silvestres. Em algumas regiões, chegou a observar pegadas de grandes felinos, mas não encontrou onças.

Trechos navegáveis.

A proposta é formar uma grande rede que passe por unidades de conservação federais, estaduais e municipais e conecte paisagens de diferentes regiões do estado.

O circuito inclui áreas como os parques nacionais da Serra dos Órgãos, Itatiaia e Serra da Bocaina, além do Parque Estadual dos Três Picos. Ao todo, a rota pretende integrar quase 100 unidades de conservação. Também passa por cartões-postais como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar.

Assim, é possível curtir as baixas temperaturas do Parque Nacional do Itatiaia e aproveitar o sol quente da Região dos Lagos. Também estão nos 3.500 km a Travessia Petrópolis-Teresópolis, pelo Parque Nacional da Serra dos Órgãos; um giro de remo pelo Rio Paraíba do Sul; e um passeio pelo Parque Nacional da Serra da Bocaina até Paraty.

“A Volta ao Rio é a junção de várias trilhas que hoje pertencem à Rede Brasileira de Trilhas — no final de uma começa a outra”, explicou Hugo de Castro Pereira, coordenador do projeto. “A gente entende que será a trilha mais importante do mundo.

 

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