A divisão de food service (alimentação fora do lar) da Ajinomoto do Brasil chegou a 15% de participação no faturamento da empresa neste ano. Em 2020, a porcentagem era de 8%.
É um crescimento que está dentro da tendência de um setor que movimentou R$ 495 bilhões no ano passado, segundo a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes). É um aumento de 10% em relação a 2024. O setor reúne 1,37 milhão de estabelecimentos e emprega 4,9 milhões de pessoas no país.
Dados da Kantar mostram que o delivery representou 40% do consumo fora do lar no primeiro trimestre de 2026. Em 2025, 420 mil novos estabelecimentos foram abertos no país, a maioria de pequeno porte.
O portfólio da Ajinomoto para food service passou de 21 para 43 produtos. A empresa lançou neste ano itens da linha Sazón. Também apresentou o guioza congelado, que se tornou um fenômeno de vendas. “A gente atingiu em torno de 4.000 operadores em curto espaço de tempo. É uma divisão que cresceu 10% neste ano”, afirma Anna Rocha, gerente de food service da companhia.
Ela afirma que o desempenho do guioza triplicou em 2025 em relação a 2024. E 2026 já igualou tudo o que foi vendido no ano passado: 350 toneladas.
“O produto do food service é um pouco mais suave no sabor em relação ao varejo. A gente adapta, independentemente do cliente. Temos equipe com chefs e nutricionista para prestar serviço para os clientes.”, completa.
A Ajinomoto iniciou as operações nesse serviço em 2005, com adaptações de temperos para o público profissional. A partir daí, passou a desenvolver formulações próprias para o segmento, como linhas de culinária, shoyu e molho de tomate.
A distribuição ocorre por meio de 83 distribuidores exclusivos da Ajinomoto, dos quais oito atendem exclusivamente o food service. A logística de produtos congelados é o principal desafio de distribuição para pequenos e médios estabelecimentos em todo o território nacional, afirma Anna Rocha.
Para os próximos cinco anos, a empresa projeta consolidação do mercado de delivery, com abertura e fechamento constantes de estabelecimentos administrados por microempreendedores individuais. A executiva também cita a demanda por saudabilidade como tendência a ser incorporada ao portfólio.
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