Anaju Dorigon opina sobre influenciadores na dramaturgia

Antes de conquistar espaço na dramaturgia, Anaju Dorigon já conhecia bem o universo das câmeras. Modelo antes de se dedicar à atuação, ela transformou a experiência com a moda em uma ferramenta para desenvolver seu olhar artístico. Agora, em “Icônica”, disponóvel no Globoplay, a atriz encontra uma oportunidade de unir as duas áreas ao interpretar Pietra, uma personagem sofisticada, debochada e nada discreta.

Em entrevista ao OFuxico, Anaju contou que a passagem pelas passarelas e pelos editoriais contribuiu para sua formação como atriz. Para ela, moda e atuação caminham lado a lado, principalmente quando o assunto é expressão.

“Quando comecei como modelo, vejo que era um processo de descobrimento da autoexpressão e da linguagem artística. A atuação me ensinou a aprofundar este olhar em todos os sentidos, para o que existe por trás da formação de uma pessoa, de uma personagem. Acho que as duas áreas se complementam muito e Pietra foi uma oportunidade deliciosa de juntar esses dois universos”, afirmou.

Pietra exige equilíbrio entre humor e vilania

Em “Icônica”, Anaju vive a Pietra Monerat, uma estilista ambiciosa e sofisticada de uma grife de moda. Uma personagem de personalidade exagerada e energia teatral. O desafio, segundo ela, foi justamente encontrar a medida certa para que Pietra pudesse transitar pelo humor sem perder sua essência.

“A gente queria que ela fosse exagerada, pois é uma linguagem que faz parte do vertical e que também compõe a graça da Pietra, mas sem perder a verdade. Ela tem uma energia muito teatral, fala coisas absurdas e toma decisões malucas. O desafio foi encontrar esse equilíbrio entre o humor e a vilania”, explicou.

A atriz também viveu Eugênia em “A Nobreza do Amor” e vê a experiência de interpretar personagens tão diferentes como uma das partes mais interessantes da profissão. Afinal, transitar por personalidades distintas permite escapar de rótulos.

“Eu gosto muito dessa possibilidade de não ficar presa a uma imagem só. A Eugênia e a Pietra são mulheres completamente diferentes, têm objetivos, energias e formas de se relacionar com o mundo muito distintas”, disse.

Anaju Dorigon defende limites nas redes sociais

Com as redes sociais cada vez mais integradas à rotina dos artistas, Anaju também refletiu sobre a exposição e a proximidade com o público. Para ela, aprender a lidar com as novas ferramentas é importante, mas isso não significa transformar a vida pessoal em conteúdo permanente.

“É importante sim aprendermos sobre comunicação, internet e as possibilidades que elas oferecem, mas sem sentir que preciso transformar cada momento da minha vida em conteúdo. Somos mais do que o nosso ofício e é extremamente necessário que saibamos estabelecer os nossos limites”, afirmou.

A atriz também comentou a presença crescente de influenciadores na dramaturgia. Sem fazer oposição entre os dois universos, Anaju

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