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Gui Ventura, 38, precisou de disciplina militar para interpretar Gilberto Gil, 84, no musical Andar com Fé. Superou o medo de não estar à altura do papel e estudou cada gesto e voz do ícone da MPB. Chegou a cantar com Gil, que lhe deu um conselho inspirador sobre tropeços na vida.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Para interpretar Gilberto Gil, 84, no musical Andar com Fé, que acaba de estrear nos palcos de São Paulo, Gui Ventura, 38 anos, precisou lançar mão de toda a disciplina que adquiriu nos tempos que passou no Exército, após ingressar no serviço obrigatório e ali ficar por uns anos. Dar corpo e voz ao ícone da MPB parecia tarefa quase impossível para o ator, que suou para se sentir enfim à altura do papel. “Tinha medo de não dar conta do recado, ficava me autossabotando, sempre achando que estava tudo ruim”, conta. Obstinado, o ex-soldado de Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte, pôs em marcha o plano de estudar cada gesto, pausa e ressonância vocal do músico baiano, tudo extraído de entrevistas e documentários. O método foi colocado à prova no tête-à-tête que teve com o ídolo, encontro em que até cantaram juntos. Nem tudo, porém, saiu como o esperado. Nervoso, Gui se atrapalhou com a letra, pediu desculpas, mas ouviu de Gil: “Só não tropeça quem não anda”. Fosse na caserna, teria de pagar o erro com umas boas flexões de braço.
Com reportagem de Giovana Fraguito e Nara Boechat
Publicado em VEJA de 21 de agosto de 2026, edição nº 3009
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