[the_ad_group id="564"]
[the_ad_group id="566"]

Canetas emagrecedora remodelam mercado de maconha – 21/04/2026 – Economia

A crescente popularidade de medicamentos para perda de peso à base de GLP-1 está remodelando o mercado de cannabis de US$ 40 bilhões nos Estados Unidos, afirmaram especialistas e executivos do setor, à medida que os varejistas ajustam a oferta de produtos para se adequar às mudanças no comportamento do consumidor relacionadas a essas terapias.

Usuários em fóruns online relataram diminuição da compulsão alimentar e incerteza sobre como o uso das canetas emagrecedoras podem influenciar os efeitos colaterais da maconha —particularmente a fome intensa típica do uso, popularmente conhecida como “larica”.

As empresas notaram mudanças nas preferências dos clientes.

Embora os dados científicos sejam limitados, os varejistas de cannabis já estão se adaptando a essa mudança.

O Stoops NYC, estabelecimento de Nova York, disse que cada vez mais recomenda comestíveis, vaporizadores ou tinturas de baixa dosagem para clientes que usam medicamentos para emagrecer.

Uma área de interação imediata entre as substâncias é a digestão, já que remédios com GLP-1 retardam o esvaziamento gástrico, potencialmente atrasando o início dos efeitos da cannabis comestível e aumentando o risco de os usuários consumirem mais doses cedo demais, levando a pessoa a ficar mais “chapada” do que o esperado.

“À medida que a adoção do GLP acelera, estamos explorando maneiras de fornecer orientações mais claras no ponto de venda”, disse Wendy Bronfein, cofundadora e diretora de marca da Curio Wellness.

Pesquisadores estão começando a testar essa ligação de forma mais direta agora. O Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas, dos EUA, está patrocinando um ensaio clínico este ano para avaliar a tirzepatida, o princípio ativo dos medicamentos para perda de peso da Eli Lilly, como um potencial tratamento para o transtorno por uso de cannabis.

A médica que dirige a agência, Nora Volkow, também disse que análises retrospectivas de prontuários eletrônicos mostraram que pacientes com diabetes que receberam prescrição de medicamentos GLP-1, como a semaglutida, tiveram resultados significativamente melhores relacionados ao transtorno por uso de cannabis, em comparação com aqueles em outros tratamentos para diabetes.

Outro ensaio do Brigham and Women’s Hospital deve começar ainda este ano.

O comportamento do consumidor pode estar mudando de outras formas também. Alguns usuários parecem estar substituindo o álcool pela cannabis, enquanto outros estão migrando para um uso mais direcionado ou intencional, para dormir ou aliviar o estresse, disse Steph Woods, vice-presidente de vendas da SōRSE Technology.

Dados da Realm of Caring, organização sem fins lucrativos de educação sobre cannabis, mostram uma curiosidade crescente entre os consumidores sobre a ligação entre cannabis e metabolismo. Desde 2024, as 20 principais consultas em sua linha direta sobre cannabis incluíram itens como “THC para perda de peso”, “variedades de maconha que suprimem o apetite” e “comestíveis que não dão fome”.

Ainda assim, especialistas do setor pedem cautela, afirmando que grande parte das evidências permanece anedótica. “Não existe um cenário de um mais um igual a dois aqui”, disse Michael Flemmens, vice-presidente executivo de pesquisa da SōRSE Technology, observando que diferenças no metabolismo, dosagem, tolerância e até no tipo de medicamento para emagrecer desempenham um papel importante.

Fonte: Link da fonte

[the_ad_group id="566"]

Tags

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore