Casas Bahia: após fechamento de 298 lojas e demissões, sindicato se manifesta

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Após o fechamento de 298 lojas e demissão de cerca de 2 000 funcionários das Casas Bahia, dado apurado pelo jornal Valor Econômico, o Sindicato dos Empregados no Comércio de Osasco e Região (Secor) emitiu nota informando que monitora a situação e afirmando que vai tomar medidas para garantir os direitos dos trabalhadores.

O sindicato disse que o fechamento das unidades da rede localizadas em Osasco e região ocorreu de forma repentina. “Sem informações prévias sobre o encerramento das atividades, funcionários relataram que foram pegos de surpresa diante da interrupção das operações em algumas lojas.”

Segundo o Secor, os funcionários relataram que ainda aguardam informações detalhadas sobre os procedimentos de desligamento, pagamento das verbas rescisórias, bem como a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), seguro-desemprego e demais direitos trabalhistas.

“O sindicato está acompanhando de perto essa situação e tomará todas as medidas necessárias para garantir que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. Os comerciários não podem arcar com prejuízos decorrentes de decisões empresariais tomadas sem o devido diálogo e transparência”, disse, em comunicado publicado nesta sexta-feira, 14, Luciano Pereira Leite, presidente do Secor.

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A entidade de classe está orientando que os trabalhadores não assinem documentos sem análise e orientação jurídica.

Na quinta-feira, 600 pessoas foram demitidas, enquanto a previsão para sexta-feira era de outros 1,3 mil a 1,4 mil desligamentos. Somadas, as duas rodadas representam entre 1,9 mil e 2 mil postos de trabalho e equivalem a cerca de 6,7% da força de trabalho da companhia.

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Crise nas Casas Bahia

A ofensiva de redução de custos acontece em meio a uma situação financeira delicada. Nos três primeiros meses de 2026, a Casas Bahia teve prejuízo de 1,064 bilhão de reais, ante uma perda de 408 milhões de reais no mesmo intervalo do ano anterior. Em 2025, o prejuízo consolidado acumulado pela companhia havia ficado perto de 3 bilhões de reais.

Um dos principais pontos de pressão está nas despesas financeiras. No primeiro trimestre, o resultado financeiro líquido foi negativo em 1,171 bilhão de reais, em um cenário de juros altos. Ao mesmo tempo, o elevado endividamento das famílias tem restringido o consumo, dificultando uma recuperação mais forte das vendas.

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A companhia passou por uma recuperação extrajudicial em 2024, após um desequilíbrio em sua estrutura de capital. O processo foi solucionado em acordo com os bancos, mas a empresa continuou convivendo com o impacto das despesas financeiras e com a necessidade de melhorar seus resultados.

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