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Quem não gosta de queijo? Versátil, ele aparece na pizza, no lanche e até como aperitivo.
Mas será que dá para comer todos os dias? Qual é o mais indicado para uma dieta? E será que todos são gordurosos?
Para desvendar essas dúvidas, conversei com Andrea Esquivel, presidente da Câmara Técnica do CRN-3 (Conselho Regional de Nutrição da 3ª Região SP/MS), e com o médico nutrólogo Durval Filho, presidente da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia).
A recomendação entre eles é unânime: o queijo não precisa ser o vilão da alimentação.
O que faz diferença é a quantidade e a frequência de consumo. Além disso, ele pode ser uma importante fonte de cálcio e proteína.
Mais amarelo, menos saudável? Os queijos mais amarelos costumam passar por um processo de cura (maturação), que reduz a água e concentra gorduras, nutrientes e a própria cor. É o caso de muçarela, provolone, parmesão e emmental.
Essa concentração faz com que tenham mais sódio, gordura saturada e calorias. Por isso, o ideal é consumir com mais moderação.
Sim, mas… também aumentam a saciedade e fornecem nutrientes importantes, como as vitaminas A e D.
E os queijos brancos? Costumam ser boas opções para quem busca menos gordura, sódio e calorias por grama.
Minas frescal e ricota, por exemplo, têm mais água e menor densidade calórica, indicados para quem precisa controlar colesterol ou pressão alta, diz o médico Durval. Já o cottage se destaca como uma ótima fonte de proteína com baixo teor de gordura.
No fim, a escolha depende do objetivo: se a ideia é consumir mais proteína em menor volume, os queijos amarelos podem fazer sentido. Se a prioridade é comer um volume maior com menos calorias, os brancos são a melhor opção.
Atenção: Nem todo queijo branco é magro. O Brie, por exemplo, é um queijo branco com alto teor de gordura
E o queijo light, hein? O termo light indica que o produto tem redução de pelo menos 25% em algum componente, como gordura e açúcar, mas não necessariamente reduzido naquele item mais calórico.
→ Um exemplo é o chocolate light: geralmente tem menos açúcar, mas pode ter mais gordura para compensar sabor e textura.
→ Isso também acontece com laticínios. Um requeijão light pode ter cerca de 12 g de gordura, enquanto o queijo cottage tem por volta de 6 g, ou seja, metade.
Por ser light parece “mais leve” e muita gente acaba exagerando na quantidade.
Então, o que é um queijo saudável? É aquele consumido na quantidade adequada.
Tudo depende do equilíbrio: dá para comer duas ou três fatias de queijo branco e fazer um sanduíche sem problema. Mas três fatias grossas de queijo amarelo já não têm o mesmo impacto, aí o excesso pesa mais, explica Esquivel.
O que evitar: Ultraprocessados, como “tipo cheddar cremoso” ou “tipo requeijão”. Eles não são queijos de fato, mas misturas com gordura hidrogenada, amido e aditivos, diz Esquivel.
Como escolher o queijo ideal? A resposta está no rótulo. Evite decidir por impulso ou pela cor e consulte a tabela nutricional. Ali estão as informações sobre proteínas, gorduras e sódio, diz Esquivel, e ajuste o consumo à sua realidade e às suas necessidades.
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