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Continuidade pode dar ao Arsenal a temporada dos sonhos – 08/05/2026 – Marina Izidro

Imagine este cenário: um treinador iniciante, em seu primeiro emprego, e que depois de seis anos e meio no cargo conquistou só um título relevante —e em 2020. Nas últimas três temporadas, foi vice do campeonato nacional. Mesmo assim, não só continua no posto como tem o apoio dos donos do clube e de boa parte da torcida.

Parece inimaginável no Brasil e incomum em outras ligas, mas é o que acontece na Premier League, o campeonato mais disputado do planeta. Esse treinador é Mikel Arteta, comandante do Arsenal. E, graças à decisão do clube de apostar na continuidade, ele agora está perto de conseguir um feito inédito para um técnico do clube londrino: ganhar, na mesma temporada, o Campeonato Inglês e a Liga dos Campeões.

Como jogador, Arteta foi capitão do Arsenal, jogou no Barcelona B, PSG, Rangers, Everton e Real Sociedad e defendeu a seleção espanhola juvenil. Com a aposentadoria, a ascensão foi rápida. Em 2016, virou assistente-técnico de Pep Guardiola no Manchester City. Em dezembro de 2019, aos 37 anos, foi anunciado como treinador do Arsenal. Na época, a equipe estava na décima posição da Premier League.

Meses depois, conquistou a Copa da Inglaterra e… só. Bom, tem dois “títulos” da Community Shield, decidida em um jogo apenas entre os vencedores da Copa da Inglaterra e da Premier League do ano anterior. Nas últimas três temporadas, amargou o vice-campeonato na liga, duas vezes para o City e uma para o Liverpool, o que, em muitos lugares, seria o suficiente para ser demitido.

O mundo do esporte é outro, e foi-se o tempo em que treinadores duravam tanto no cargo quanto Arsène Wenger e Alex Ferguson, 22 e 26 anos, respectivamente. Hoje, em média, um técnico da Premier League dura dois anos e três meses, tempo considerável se comparado a cerca de cinco meses no Brasil. Arteta é o sétimo técnico mais longevo da história do Arsenal e o segundo no momento na liga, atrás de Guardiola.

Não é unanimidade, claro, e há quem defenda sua saída pela falta de títulos, por não gostarem de seu estilo ou porque o consideram um “bottler” –gíria para quem sucumbe sob pressão.

Mas, enquanto vivemos em uma sociedade imediatista, o Arsenal tem apostado no pacote completo. Vê Arteta como alguém que restaurou a credibilidade do time, tem a confiança dos jogadores, chegou perto de troféus importantes, os levou de volta à Liga dos Campeões e transformou um time de meio de tabela em concorrente ao título da Premier League. Ajuda a encher os cofres também. Por ter chegado à final da Champions, o clube embolsou 120 milhões de libras em premiação da Uefa.

Nos últimos dias, parecia que, de novo, daria adeus ao título da Premier League. Mas, em questão de horas, o cenário mudou. Graças ao tropeço do City diante do Everton, o Arsenal voltou a depender de si mesmo para ser campeão. Dois dias depois, se classificou para a final da Liga dos Campeões, invicto, pela primeira vez em 20 anos.

Dizem por aqui que esse grupo está a quatro vitórias da imortalidade. Ou, quem sabe, de mais frustrações. Mas é apostando no longo prazo que, se ganhar os próximos três confrontos na Premier League e a final da Champions contra o PSG, o Arsenal pode ter um fim de temporada dos sonhos.


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