O técnico da seleção iraniana e seu principal jogador afirmaram nesse domingo (14) que a equipe se empenhará para levar alegria e união a todo o povo iraniano durante a Copa do Mundo, disputada no México, Canadá e Estados Unidos, com quem o Irã firmou um acordo recente para encerrar a guerra entre os países.
“Respeitamos todos os iranianos, tanto dentro do Irã quanto da diáspora, disse o atacante Mehdi Taremi, jogador do Olympiakos, da Grécia, com passagem por Inter de Milão e Porto.
A equipe fará sua estreia no torneio contra a Nova Zelândia no Estádio de Los Angeles nesta segunda-feira (15), às 22h. A partida será transmitida pela CazéTV.
“Por muitos anos, o Irã tem sido uma nação unida. Queremos mostrar essa unidade. E estamos aqui na Copa do Mundo para levar alegria aos iranianos onde quer que estejam”, disse Taremi.
“Estamos acostumados a transformar dificuldades em oportunidades”, disse o técnico Amir Ghalenoei. “Não pensamos em nada além de levar alegria ao nosso povo e faremos o nosso melhor. O resto está nas mãos de Deus.”
A dupla e o restante do elenco da seleção iraniana chegaram aos EUA pela primeira vez nesta Copa do Mundo no domingo, aterrissando no Aeroporto Internacional de Los Angeles.
Os países estão em guerra desde o final de fevereiro, quando EUA e Israel realizaram ataques contra Teerã, mas parecem próximos de um acordo pela paz.
O acordo para cessar as hostilidades deve ser assinado durante uma cerimônia na sexta-feira (19) na Suíça, disseram o presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que articulou as negociações, nas redes sociais no domingo.
A partida do Grupo G contra a Nova Zelândia será disputada tendo como pano de fundo a guerra dos EUA com o Irã e o acordo de paz recém-anunciado, fatores que adicionam um clima tenso a um confronto entre duas nações que nunca se enfrentaram na Copa do Mundo.
O Irã transferiu sua base de treinamento para a Copa do Mundo de um complexo esportivo no Arizona para o México no final do mês passado, após EUA e Israel realizarem ataques conjuntos contra o Irã a partir do final de fevereiro.
Enquanto a equipe voava para Los Angeles, um grupo de manifestantes que clamava por democracia no Irã e denunciava seu governo se reuniu perto do Estádio de Los Angeles.
“Sem xá, sem mulás no Irã –Mudança de Regime pelos iranianos”, diziam os cartazes. Fotos e pôsteres de atletas que, segundo os manifestantes, teriam morrido após serem presos pelo governo iraniano, estavam espalhados por uma esquina movimentada em Inglewood.
Mais cedo, em Tijuana, no México, torcedores alinhados em uma calçada lotada no lado de fora do hotel do Irã gritavam “Team Melli” —que significa “seleção nacional” em persa— enquanto os jogadores iranianos saíam do hotel e caminhavam em direção ao ônibus que os aguardava.
Um torcedor segurava um cartaz amarelo com letras pretas que dizia: “Irã, vocês nunca caminharão sozinhos. O México está com vocês.”
Esta é a primeira Copa do Mundo em que um país anfitrião recebe uma nação com a qual está em guerra.
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Com informações da Reuters
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