A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) informou que lançará novos documentos relacionados à sua oferta de ações com um novo cronograma para o seu processo de privatização, mostra comunicado enviado ao mercado nesta quarta-feira, 27.
No documento, a empresa não definiu uma data para a divulgação dos novos materiais, limitando-se a afirmar que as informações e exigências do leilão “serão oportunamente reapresentadas”. A Copasa está em processo de privatização e recebeu, nesta semana, duas propostas para o leilão. A primeira foi apresentada pela Aegea, enquanto a segunda partiu da Equatorial, controladora da Sabesp.
Pelo modelo da operação, uma das duas companhias ficaria com 30% da composição acionária da Copasa e assumiria a posição de acionista de referência. No entanto, circulam informações nos bastidores do mercado financeiro de que as propostas apresentadas pela Aegea e pela Equatorial não atingiram o valor mínimo desejado pelo governo de Minas Gerais.
Vale destacar que a Copasa não informou qual seria o preço mínimo da oferta no prospecto mais recente. Assim, no novo processo, a companhia poderá divulgar o valor mínimo exigido para a operação.
No fato relevante, a empresa afirmou que as mudanças “decorrem de instruções expressas e formais do acionista controlador, o Estado de Minas Gerais”, mas não detalha os motivos para a modificação. Procurada por VEJA, a Copasa afirmou que não comentará os detalhes do assunto.
O governo de Minas Gerais também foi questionado sobre o tema. Em nota, o governo mineiro disse que comunicou à Copasa que determinadas condições da oferta pública de distribuição de ações serão alteradas.
Sobre a questão do preço oferecido pelas empresas interessadas, o governo afirmou que encontra-se em período de silêncio devido ao processo de oferta pública. “As informações pertinentes a respeito da operação são detalhadamente previstas em documentos públicos oficiais, tais como o Fato Relevante, Aviso ao Mercado, Lâmina da Oferta e Prospecto Preliminar”, conclui o governo de Minas Gerais em nota enviada a VEJA.
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