Diplomatas alinhados ao bolsonarismo circularam na semana passada entre colegas a minuta de um programa de demissão voluntária no Itamaraty, após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que vive nos EUA, ter ameaçado fazer uma “faxina” no ministério.
O ex-parlamentar tinha como alvo funcionários de carreira que teriam trabalhado contra o governo de seu pai, Jair Bolsonaro.
A ideia seria estimular que servidores se antecipassem a possíveis atos de retaliação e pedissem desligamento da carreira, recebendo um pacote de benefícios por isso. A inspiração seria um programa de demissões voluntárias da ONU.
Com a reeleição de Lula neste domingo (25), a proposta deve ser descartada.
A ideia foi ironizada por um diplomata ligado à atual gestão que teve acesso à minuta. Para ele, os diplomatas bolsonaristas “mataram aulas de história contemporânea do Brasil e não viram que FHC sentou na cadeira antes da hora e pagou por isso”.
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