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Eduardo Muniz, em Silent Witness, relata desafios da carreira em Hollywood

Em Los Angeles desde 2014, o ator e diretor Eduardo Muniz pode ser visto atualmente na televisão britânica. O carioca integra os novos episódios da série Silent Witness, no ar há quase três décadas na BBC. Na trama, interpreta Rodrigo da Silva, personagem que participa do arco final da temporada. Ele já havia integrado a aclamada produção americana Grey’s Anatomy. Em breve, retorna à Inglaterra para um novo projeto envolvendo a mais recente obra do dramaturgo Alan Ayckbourn. Em conversa com a coluna GENTE, Muniz fala sobre os desafios no desenvolvimento de uma carreira internacional e o sentimento de uma comunidade brasileira nos Estados Unidos com nomes como Wagner Moura, Alice Braga e Marco Pigossi.

Quais são as maiores dificuldades para um ator brasileiro no exterior? A língua é uma dificuldade grande, porque não é fácil atuar em inglês se você não cresceu aqui. Depois que passam essas barreiras de visto, dificuldades iniciais, o desafio é a língua. Recebo os testes e tenho, na maioria das vezes, 48 horas para fazer e devolver. Não existe ninguém aqui, nem eu, nem Wagner Moura, nem Alice Braga, ninguém consegue fazer um americano nativo, é impossível se você não cresceu aqui. 

Como foi participar da série Silent Witness? Fiz aniversário durante as filmagens. E no dia tinha uma cena que eles descobriram o meu corpo. Estava eu lá todo morto no dia do meu aniversário. Os atores chegavam e todo mundo sabia, porque eles fizeram um bolinho para mim, aí as pessoas falavam: ‘Ei, como é que está sendo seu aniversário?’. Eu fui morto de uma forma terrível (risos). 

Hoje em Los Angeles Há mais brasileiros no mercado, como Marco Pigossi, Suzana Pires… Existe sentimento de comunidade? Sim, temos o nosso grupinho, o Pigossi é um querido, a Susana também, Alice Braga, Ivo Miller, ator aí de São Paulo… A gente tem uma comunidade, se ajuda, divulga os trabalhos, as coisas que faz. Wagner Moura mora perto de mim, nossas famílias são próximas. Isso é bem legal, dá sensação de que não se está sozinho. 

De que forma as políticas do governo Trump afetam sua vida? Na Califórnia, em Los Angeles, em Nova York… Existe sensação de mais proteção, mas é triste o que está acontecendo. Sou cidadão americano, é mais tranquilo para mim nesse sentido. Mas sempre que tem um movimento forte de repressão as pessoas tendem a se unir e criar ainda mais, colocando o dedo na ferida.

Fonte: Link da fonte

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