A bolsa de valores brasileira operou em leve desvalorização no último pregão do mês diante de catalisadores principalmente domésticos. O Ibovespa, principal índice da B3, teve leve desvalorização de 0,73% nesta sexta-feira, 29, e encerrou o mês de maio com baixa acumulada de 6,81%. Divulgação do PIB brasileiro, fuga de capital estrangeiro e risco fiscal são os principais fatores no radar.
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil variou 1,1% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o quarto trimestre de 2025. Apesar do avanço, o resultado indica desaceleração em relação ao crescimento de 1,4% registrado no primeiro trimestre de 2025 frente aos três meses anteriores. O desempenho mais moderado ocorreu em um cenário de juros elevados, com a taxa Selic variando entre 15% e 14,5% ao ano entre janeiro e março, o que pressionou a atividade econômica.
O ambiente doméstico também refletiu fatores externos, com destaque para a repercussão da decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas locais como organizações terroristas estrangeiras. Para Rafael Pastorello, portfólio manager do banco Sofisa, a medida pode intensificar a saída de capital estrangeiro do país. Além disso, a divulgação de indicadores econômicos reforçou preocupações do mercado em relação à trajetória dos juros.
“Mesmo o Brasil sendo um dos principais países emergentes para receber capital estrangeiro, a queda de juros mais curta e morosa e a instabilidade fiscal vão fazendo essa oportunidade escorrer pelo ralo. O primeiro reflexo é a bolsa de valores perdendo capital”, explica Josias Bento, especialista em investimentos e sócio da GT Capital.
Já o movimento do dólar, que continuou no patamar de 5 reais, refletiu os mesmos fatores que impactaram a bolsa. Eles têm contribuído para um mercado de câmbio mais lateral, com investidores aguardando sinais mais claros do cenário doméstico.
Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado:
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