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Estudo confirma que tensão de Hubble é real – 19/04/2026 – Mensageiro Sideral

A tensão de Hubble, ao que parece, veio para ficar. E não é algum tipo estranho de espasmo muscular que se resolve com fisioterapia. Pelo contrário, os exercícios necessários deverão vir do cérebro dos mais brilhantes astrofísicos, a fim de entender afinal o que está havendo com o cosmos. O lide: o Universo próximo está se expandindo mais depressa que o esperado.

A confirmação, a essa altura praticamente incontroversa, veio de um vasto estudo que combina diferentes observações astronômicas e deriva delas uma rede de distância local, ou seja, um consenso entre todos esses dados. O artigo reportando os resultados saiu na sexta-feira passada (10), no periódico Astronomy & Astrophysics.

As bases de dados analisadas incluíram paralaxes, binárias eclipsantes, masers, cefeidas, supernovas de tipo Ia e tipo II, entre outras observações dos mais variados objetos do zoológico cósmico, tudo com um único objetivo: determinar a velocidade de afastamento e a distância de várias galáxias no Universo local (ou seja, nas regiões mais próximas da Via Láctea). Como a velocidade da luz é finita, quanto mais longe se vê, mais antiga é a luz, refletindo o passado mais distante. Uma observação próxima, portanto, reflete o estado mais recente da expansão cósmica.

Pois bem. A conclusão a que chegou esse grupo internacional de pesquisadores encabeçado por Stefano Casertano, do Instituto de Ciência do Telescópio Espacial, em Baltimore, nos EUA, é que a expansão cósmica local ocorre a 73,5 km/s/Mpc. A unidade é de quilômetros por segundo por megaparsec; quer dizer que cada megaparsec de espaço, por essas bandas, ganha 73,5 km a cada segundo. Um megaparsec equivale a 3,26 milhões de anos-luz.

A esse valor os astrônomos chamam de H0, a constante de Hubble (cortesia a Edwin Hubble, o primeiro a identificar com clareza, há mais de século, que o cosmos está em expansão). Ocorre que as mesmas medidas, feitas com base no modelo cosmológico padrão (que inclui a matéria convencional, a matéria escura e a energia escura) e na radiação cósmica de fundo, sugerem um H0 de cerca de 68 km/s/Mpc. Algo de errado não está certo. Eis aí a tal tensão de Hubble.

Com o novo trabalho, autoproclamado como “consenso”, os astrônomos pretendem convencer a comunidade de que não há erro possível nas medidas do Universo local. Logo, as coisas só podem estar erradas na estimativa feita a partir da radiação cósmica de fundo, que a essa altura já foi medida de forma também bastante precisa. Tudo isso indicaria, portanto, que o problema está no próprio modelo cosmológico padrão —ele não seria a versão definitiva e mais precisa da história da evolução do Universo.

Então, o que seria? É o trabalho que se delineia a seguir. Os cosmólogos precisarão pensar em modelos alternativos (de preferência com novas predições que possam ser testadas), possivelmente introduzindo alterações no funcionamento da energia escura (até então postulada como constante gravitacional) e talvez até na teoria da relatividade geral (um desafio enorme, uma vez que ela passou por todos os testes feitos até hoje sem arranhões). Haja musculação cerebral. Mas tudo começa com os dados, cada vez mais convincentes, de que a tensão de Hubble realmente existe.


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Fonte: Link da fonte

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