Exportadores e Flávio Bolsonaro participam de audiência sobre novo tarifaço nos EUA

As audiências públicas sobre o resultado da investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) a respeito de supostas práticas comerciais abusivas do Brasil começam nesta segunda-feira, 6, em Washington, a partir das 11h, e se estendem até amanhã. O governo do presidente Donald Trump pretende usar o resultado da investigação como justificativa para impor uma nova sobretaxa de 25% sobre as importações de produtos brasileiros.

Na reunião, dividida em 14 painéis, representantes dos exportadores brasileiros, de um lado, e defensores de medidas protecionistas contra produtos do Brasil, de outro, vão ter a oportunidade de apresentar seus argumentos. Do lado brasileiro, estão dezenas de associações setoriais e empresas que seriam afetadas pelas tarifas, inclusive importadores americanos. Confederação Nacional da Indústria (CNI), Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária), Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Cecafé (Conselho de Exportadores de Café do Brasil), Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados), além empresas individuais como Weg, Bauducco, Nestlé, Coca-Cola e Suzano fizeram inscrição para participar das audiências.

Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência da República, e o influenciador Paulo Figueiredo, que mora nos Estados Unidos, também se inscreveram com o objetivo, segundo eles, de se posicionar contra a imposição de tarifas, argumentando, entre outras coisas, que isso contribuiria para a reeleição de Lula.

Paralelamente, o governo brasileiro aposta em negociações em nível diplomático e ministerial com os Estados Unidos para evitar as novas tarifas. Entre outras contrapartidas, o Brasil deve propor ao longo da semana a redução de impostos de importação sobre produtos americanos que não encontram concorrência no Brasil.

Do lado americano, em defesa das tarifas, estão grupos de lobby como o Fundo Jurídico de Ação de Pecuaristas e Criadores de Gado da América (R-CALF USA) e a Associação de Fabricantes de Aço do país.

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Os exportadores brasileiros têm conseguido encontrar outros mercados para seus produtos. Mais do que isso. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, mostram que o valor das exportações brasileiras para os Estados Unidos cresceu 3,7% em junho, pela primeira vez desde a imposição do primeiro tarifaço, em julho do ano passado. Em volume, porém, as vendas para os Estados Unidos caíram 6,6%. Ou seja, o preço médio dos produtos aumentou.

A maioria das bolsas da Ásia fechou em baixa nesta segunda-feira, 6, principalmente por conta do desempenho de ações de empresas de tecnologia e inteligência artificial.

Agenda

6h – PPI e Vendas no Varejo (Zona do Euro)

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8h25 – Relatório Focus (Brasil)

10h45 – PMI de Serviços e Composto (EUA)

11h – Audiência no USTR (EUA)

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15h – Balança commercial (Brasil)

15h –  Reunião de Lula com Dario Durigan, ministro da Fazenda

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