Uma das filhas de Diego Maradona disse nesta terça-feira (21), no julgamento na Argentina sobre a morte do astro do futebol em 2020, que “a manipulação” da equipe médica do pai “foi absoluta e horrível”.
Gianinna Maradona afirmou em uma audiência em San Isidro, ao norte de Buenos Aires, que ela e seus irmãos foram induzidos a aceitar uma internação domiciliar apresentada como “séria” e bem equipada, mas que na realidade não era adequada para atender seu pai.
“A manipulação foi absoluta e horrível”, disse. “Confiei nesses três seres, e a única coisa que fizeram foi nos manipular e deixar meu filho sem avô”, afirmou, ao se referir ao neurocirurgião Leopoldo Luque, à psiquiatra Agustina Cosachov e ao enfermeiro Carlos Díaz.
O novo julgamento pela morte do lendário jogador de futebol teve início no dia 14 após a anulação de um primeiro há um ano, no qual se descobriu que uma das juízas participava de um documentário clandestino sobre o processo.
O escândalo anulou 20 audiências judiciais e 44 depoimentos colhidos ao longo de dois meses e meio.
O segundo processo, no qual serão ouvidas cerca de 120 testemunhas, busca determinar a responsabilidade da equipe médica de Maradona, mas com um novo enfoque do Ministério Público.
O ícone do futebol argentino morreu aos 60 anos em 25 de novembro de 2020 devido a uma crise cardiorrespiratória e um edema pulmonar em uma residência privada em Tigre, ao norte de Buenos Aires, onde se recuperava de uma neurocirurgia.
Sete profissionais de saúde —médicos, psicólogos, enfermeiros— que o atendiam na época são acusados de homicídio com dolo eventual, figura que implica que eles tinham consciência de que suas ações podiam ocasionar a morte do ex-jogador.
As defesas sustentam que ele faleceu por causas naturais. “Se há algo que ficou descartado é um plano criminoso doloso para matar Maradona. Quem continuar sustentando isso está sendo cruel com a família e com os réus”, disse Vadim Mischanchuk, advogado de Agustina Cosachov, à rádio Con Vos.
O processo em San Isidro, nos arredores de Buenos Aires, contará com 30 audiências duas vezes por semana e deve ocorrer pelo menos até julho.
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