No embate digital, Lula (PT) saiu à frente em menções positivas no X, enquanto o senador fluminense Flávio Bolsonaro (PL) ganhou do seu adversário em comentários favoráveis no WhatsApp, é o que aponta um levantamento da Palver, empresa de tecnologia e inteligência que analisou o debate entre os candidatos que aconteceu nesta sexta-feira (23), na TV Globo.
Conforme a pesquisa, entre as opiniões que avaliam o desempenho, 57% apontam no WhatsApp que Flávio foi melhor no confronto, e 39%, Lula. No X, 58% citam Lula como vencedor do debate, e 38%, Flávio.
Segundo a Palver, apesar de o candidato do PL ter saído na frente no WhatsApp, no início do debate, o senador perdeu a vantagem ao longo da noite. As menções positivas a Flávio no WhatsApp caíram de 37% no primeiro bloco para 26% no resto do debate. Nas considerações finais, o índice de menções positivas de Lula chegou a 39%, contra 27% de Flávio.
No X, Lula teve menções positivas, e Flávio, negativas, do começo ao fim. Na rede social do Elon Musk, Lula tem 61% de menções positivas e Flávio, 83% de negativas.
Conforme a Palver, o ponto positivo de Flávio nas redes vem da postura treinada; o negativo, da mentira. O treino com Tarcísio está em 39% das menções positivas a Flávio no X. Mentira e checagem estão em 26% das menções negativas a ele no X e em 24% no WhatsApp.
O governador de São Paulo, reeleito em primeiro turno, é tido por aliados de Flávio como um político mais sereno e técnico. A ideia do treino foi trazer mais conteúdo para as interações do presidenciável no debate.
Nas redes, idade e confusão são os primeiros motivos das críticas a Lula, com 34% no WhatsApp e 35% no X. Idade e senilidade ficam em 6%. No quarto bloco, no WhatsApp, a corrupção chega a 18% das críticas ao presidente, e a segurança, com a fala sobre acabar com a polícia, a 17%.
No intervalo, claque de Flavio ironizou o ato falho de Lula de que quer acabar com a polícia (em vez de milícia). “Acho que ficou muito claro de que lado ele está. Nós queremos fortalecer a polícia, enquanto ele quer acabar com a polícia”, diz o governador eleito do Rio, Douglas Ruas (PL).
No quarto bloco, sigilos e corrupção são os primeiros motivos das críticas a Flávio, com 22% no X e 19% no WhatsApp. Vorcaro, com o uísque e o filme, está em 18% das opiniões do bloco no X.
Os números vêm na esteira das eleições em que ambas as campanhas dos candidatos procuram um maior alcance no campo digital.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ultrapassou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em popularidade digital após o primeiro turno das eleições, apesar da vantagem do senador nas urnas. Os dados são do IPD (Índice de Popularidade Digital), desenvolvido pela empresa de pesquisa e consultoria Quaest, e foram obtidos com exclusividade pela Folha.
O resultado aferido mostra uma virada do candidato à reeleição ante o rival –até então, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) liderava nas redes sociais.
Calculado por um algoritmo que coleta e processa 175 variáveis das plataformas Facebook, Instagram, X (ex-Twitter), TikTok, YouTube, Google e Wikipédia, o índice traz resultados que variam de 0 a 100 pontos.
O presidente Lula (PT) mantém a dianteira em popularidade digital às vésperas do último debate da eleição presidencial, mas a distância para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesse terreno diminuiu.
A diferença entre os dois candidatos à Presidência agora é de 4,1 pontos no IPD (Índice de Popularidade Digital) da empresa de pesquisa e consultoria Quaest. Na segunda-feira (19), após o debate da Band, a distância era de 6,7 pontos.
Calculado por um algoritmo que coleta e processa 175 variáveis das plataformas Facebook, Instagram, X (ex-Twitter), TikTok, YouTube, Google e Wikipédia, o índice traz resultados que variam de 0 a 100 pontos.
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