Os principais analistas do setor financeiro elevaram as expectativas para a taxa básica de juros da economia, a Selic, e para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). As projeções foram divulgadas no boletim Focus desta segunda-feira, 20.
A estimativa para a Selic ao fim de 2026 subiu de 12,5% para 13% ao ano. Para 2027, a previsão passou de 10,5% para 11% ao ano, enquanto, para 2028, permaneceu estável em 10% ao ano. A perspectiva de juros mais elevados reflete preocupações do mercado financeiro com a possível retomada da inflação global, impulsionada pela alta do petróleo em meio à guerra no Oriente Médio.
Em relação à inflação, os economistas ouvidos pelo Focus projetam que o IPCA deve encerrar 2026 em 4,8%, acima do teto da meta, que admite variação de até 4,5%. Na semana passada, a estimativa era de 4,7%. Para 2027, a projeção avançou de 3,91% para 3,99%.
Os economistas também reduziram a projeção para o dólar, de 5,37 reais para 5,30 reais ao fim de 2026. Para 2027, a expectativa é de 5,35 reais. Já o crescimento econômico, medido pelo Produto Interno Bruto (PIB), deve avançar 1,86% em 2026, ligeiramente acima dos 1,85% projetados na semana anterior.
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